24 de novembro de 1999

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Ana Carolina participa da abertura da novela Vila Madalena

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Vamos Faturar 
Globo inova no merchandisign. Videos Clipes compõem a abertura da novela das 7


A novela Vila Madalena, da Rede Globo, pode não ser uma maravilha em termos de audiência, mas entra para a história por ter criado um novo tipo de merchandising. Até agora, o recurso consistia em abrir espaços nas cenas para encaixar um rótulo de cerveja, uma marca de automóvel ou a fachada de um banco. Na novela rodada em São Paulo, a emissora decidiu comercializar também a abertura e o encerramento dos capítulos. As tradicionais vinhetas em que aparecem os créditos do elenco e da equipe técnica foram acrescidas de videoclipes dos artistas que estão na trilha sonora. É uma maneira inédita de promover o CD com as músicas da novela, que é lançado pela Som Livre, empresa que pertence à emissora. Além disso, é uma forma de fazer caixa. A Globo repassou o custo dos clipes para as gravadoras. Essas, por sua vez, viram na novidade a chance que faltava para divulgar seus artistas, principalmente aqueles desconhecidos do grande público, caso da cantora Ana Carolina e do grupo LS Jack.

Cada videoclipe, com duração média de um minuto, custa 30 000 reais, valor acertado em uma reunião na Associação Brasileira dos Produtores de Discos, entidade que congrega o setor fonográfico no país. A quantia estipulada equivale ao custo médio de um clipe no mercado. Ainda assim, é bem inferior ao que se paga pelo merchandising tradicional, cerca de 70 000 reais por apenas trinta segundos. Há quem veja na inovação da Globo algo semelhante ao "jabá", nome que se dá ao investimento escuso para que uma música estoure em determinadas rádios. Mas existem diferenças entre as duas práticas. A primeira é que não há nada de errado em uma gravadora pagar pela produção de um videoclipe. É dessa forma, por exemplo, que a maior parte da programação da MTV se viabiliza. Outra diferença é que, ao contrário das estações de rádio que cobram para tocar uma música, a Globo não recebe dinheiro para transformar suas vinhetas em videoclipes. Os 30 000 reais são pagos a produtoras independentes.

A idéia de introduzir videoclipes na abertura e no encerramento de uma novela já havia sido testada, de forma menos elaborada, pelo SBT. Em A Usurpadora, o cantor Paulo Ricardo aparecia interpretando a música-tema, em um clipe cedido pela gravadora Universal. O que a Globo fez foi incrementar esse procedimento, oferecendo a possibilidade a todas as gravadoras que têm canções na trilha sonora do folhetim. Na emissora, justifica-se o expediente como sendo uma inovação artística, e não comercial. "Quando eu mostrei as músicas da novela para o diretor de criação Daniel Filho, ele gostou tanto da escolha que sugeriu abrirmos espaço para os clipes", diz Mariozinho Rocha, diretor musical da Rede Globo. Antes dessa decisão, o único cantor que costumava se beneficiar de merchandising nas novelas da casa era Orlando Moraes, marido da atriz Gloria Pires. Agora, Milton Nascimento, Lenine, Pedro Luis e a Parede, Maria Bethânia, Lulu Santos e Paralamas do Sucesso vão tirar proveito de Vila Madalena. Ironicamente, nenhum deles é de São Paulo.

Confira clipe de Ana Carolina para abertura da novela:


Fonte: Revista Veja

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17 de junho de 1999

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O primeiro CD

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O primeiro CD de Ana Carolina, lançado pela BMG em 1999, tem composições próprias (“O avesso dos ponteiros”, "Trancado" e Tô caindo fora") e interpretações de músicas de Chico Buarque, Tom Jobim e outros artistas da MPB. “A canção tocou na hora errada” deverá ser a próxima música de trabalho da cantora e “Tô saindo” está na trilha da novela “Vila Madalena”, da TV Globo.

Ao som do violão, tocado por ela mesma e acompanhado pela banda de cinco músicos, as canções têm arranjos, hora de violoncelo, violinos, ora de pandeiro. Em “Tô Saindo”, um suingue nordestino dá o tom inicial.

Ana Carolina se diz surpresa pelo sucesso de suas músicas em novelas. “Eu não fiz um disco para tocar na novela - sem nenhum preconceito, é claro - mas é maravilhoso porque eu posso atingir muitas pessoas através da novela. Fico super contente.”


Confira os nomes das canções:


  • Tô Saindo

  • Alguém Me Disse

  • Nada Pra Mim

  • Trancado

  • Armazém

  • Garganta

  • A Canção Tocou Na Hora Errada

  • Tudo Bem


  • Agora Ou Nunca

  • O Melhor De Mim

  • Retrato Em Branco E Preto

  • Perder Tempo Com Você

  • O Avesso Dos Ponteiros

  • Beatriz

  • Tô Caindo Fora

Fonte:  Acessa. com

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26 de maio de 1999

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A canção tocou na hora certa

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Ana Carolina, 24, com cinco anos de carreira, está se destacando pela inclusão de sua gravação da música "Garganta" (Totonho Villeroy), na novela "Andando nas Nuvens" da Rede Globo. Foi essa gravação que possibilitou a Ana Carolina a revelação ao grande público, algo que ela chama de "amplificação do artista".
Enquanto a mídia impressa compara sua voz grave com a voz das consagradas cantoras Cássia Eller e Zélia Duncan, ela vai logo afirmando que em sua formação musical bebeu mesmo foi na fonte da música brasileira antiga. Segue no tom quase revoltado das canções que gravou em seu CD de estréia, que vai das inéditas de "Agora ou Nunca" de Arnaldo Antunes, "O Melhor de Mim" de Frejat em parceira com Paulinho Moska e Dulce Quental e "Perder Tempo com Você" de Alvin L., passando pelas tradicionais "Retrato em Branco e Preto"(Chico Buarque/Tom Jobim) e Beatriz (Chico Buarque/Edu Lobo), até a colagem definitiva dos azulejos do mosaico musical que sua garganta revelou.










COM VOCÊS, ANA CAROLINA.

Como surgiu a música "Garganta"?
Essa música o Totonho fez pra mim num show em Belo Horizonte. Ele estava lá assistindo e a gente não se conhecia. Ele foi escrevendo a letra durante show e no final me procurou e disse: eu fiz essa letra pra você e acho que tem tudo a ver. Na hora eu fiquei muito emocionada e dois dias depois ele me mandou a fita com letra e música e desde então não parei mais de cantar.

Quais são suas influências musicais?
Sempre gostei das canções antigas de Cartola, Geraldo Pereira e Lupicínio Rodrigues. Atualmente tenho ouvido o CD do Farofa Carioca e do Otto. Gosto do Pedro Camargo Mariano e da voz de Ed Motta, como cantor. Gosto muito de Maria Bethânia, porque parece que sua interpretação é maior que a vida, mas eu procuro estar antenada com tudo que está acontecendo nessa virada de milênio, até ouvir CDs de pessoas desconhecidas.
Essa música o Totonho fez pra mim num show em Belo Horizonte. Ele estava lá assistindo e a gente não se conhecia. Ele foi escrevendo a letra durante show e no final me procurou e disse: eu fiz essa letra pra você e acho que tem tudo a ver. Na hora eu fiquei muito emocionada e dois dias depois ele me mandou a fita com letra e música e desde então não parei mais de cantar. 

O que você achou sobre a escolha dessa música para tema de novela?
Achei interessante porque não é uma música que fala de amor, como é comum em tema de novela. É uma música mais revoltada.


Como o público está te recebendo depois da repercussão de sua música?
Tenho recebido muitos telefonemas e cartas de pessoas interessadas na minha música. São músicos, jovens de vinte e poucos anos, pessoas que dizem ter a cara do disco. É um público diversificado mais ou menos como o meu liqüidificador que mistura balada com um quase tango moderno, músicas inéditas com músicas como "Retrato e Branco e Preto" e "Beatriz".


Você tem algum esquema para compor?
Componho de maneira mais intuitiva do que racional, a música vem naturalmente, sem pensar. Por exemplo a música "Armazém" eu fiz só no pandeiro, à capela mesmo. Foi como aquela coisa da caixa de fósforo junto com a melodia, depois os acordes foram saindo.


Como você está sentindo sua entrada na mídia?
Bem, eu já tinha uma carreira antes e havia tocado em várias cidades. Eu ia nas rádios, as vezes gravava lá mesmo uma música em MD e a rádio veiculava na programação, enfim, as pessoas me conheciam mas não era uma coisa muito grande. Agora eu vejo que gravar com uma multinacional funciona como um amplificador. As pessoas passam a te conhecer em maiores proporções e pra mim a resposta do público está sendo muito boa.

Ana Carolina - BMG
1. Tô Saindo (Totonho Villeroy)
2. Alguém Me Disse (Evaldo Gouveia/Jair Amorim)
3. Nada Pra Mim (John)
4. Trancado (Ana Carolina)
5. Armazém (Ana Carolina)
6. Garganta (Totonho Villeroy)
7. A Canção Tocou na Hora Errada (Ana Carolina)
8. Tudo Bem (Lulu Santos)
9. Agora ou Nunca (Arnaldo Antunes)
10. Melhor de Mim (Frejat/Paulinho Moska/Dulce Quental)
11. Retrato em Branco e Preto (Chico Buarque/Tom Jobim)
12. Perder Tempo com Você (Alvin L.)
13. avesso dos Ponteiros (Ana Carolina)
14. Beatriz (Chico Buarque/Edu Lobo),
15. Tô Caindo Fora (Ana Carolina/Marilda Ladeira/Fernando Barreira)


Fonte: Revista Borage interativa

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5 de maio de 1999

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Belo Futuro

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Ana Carolina lembra, de fato, Cássia Eller. Os timbres de ambas as cantoras são muito parecidos. Mas Ana não é uma cópia de Cássia. Ela vem mais na trilha de Zélia Duncan, mas despista qualquer comparação com seu promissor CD de estréia. Sobretudo porque Ana também compõe e apresenta um trabalho autoral de bom nível. Ainda que os destaques maiores sejam Garganta e Tô Saindo, duas pérolas que deverão pôr o talentoso autor Totonho Villeroy em grande e merecido lugar.

O disco revela uma autora interessante. Vale registrar Armazém, faixa em que Ana toca pandeiro (ela chegou a ser conhecida no meio musical como “a cantora que toca pandeiro”). No quesito recriações, a intérprete não faz feio. É óbvio que músicas como Beatriz já ganharam versões mais refinadas. Mas Ana tem personalidade e ela sabe reconstruir, a seu modo e sem reverência, um clássico como Retrato em Branco e Preto.

Arnaldo Antunes confirma o talento ímpar em Agora ou Nunca e é interessante notar que sua música cresce em outras vozes (ainda que Arnaldo tenha progredido, e muito, do primeiro disco para cá). Já Alvin L. mostra-se apenas mediano em Perder Tempo com Você. Nada que tire o brilho da estréia de Ana Carolina em disco.

Fonte: Mauro Ferreira - Jornal O Dia

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20 de abril de 1999

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A estréia de Ana Carolina em CD

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Cantora despista a semelhança com Cássia Eller em ótimo CD

cd ana carolina
Os telespectadores da novela Andando nas Nuvens já devem ter pensado que ouviam a voz de Cássia Eller na música que ilustra as cenas da atriz Débora Bloch. O timbre viril engana mesmo. A intérprete da música Garganta, tema pop da personagem Júlia Montana, é Ana Carolina. Mineira de Juiz de Fora, Ana debuta esta semana no mercado com um ótimo disco, sem medo de comparações com Cássia ou com qualquer outra cantora da linha pop.


“Eu me sinto lisonjeada de ser comparada com Cássia. Isso é até positivo. Quando Chico César apareceu, todo mundo dizia que ele imitava o Caetano Veloso. Hoje, as pessoas já ouvem Chico sem associá-lo a Caetano. É uma questão de tempo. Daqui a dez anos, vai aparecer uma cantora de voz grave e dirão que ela se parece com Ana Carolina”, prevê a cantora estreante.


Garganta puxa o disco de estréia de Ana, que grava inéditas de Arnaldo Antunes (Agora ou Nunca), Alvin L. (Perder Tempo com Você) e regrava músicas de Lulu Santos (Tudo Bem) e Chico Buarque (Beatriz e Retrato em Branco e Preto, parcerias com Edu Lobo e Tom Jobim, respectivamente). Mas o maior destaque do repertório acaba sendo o compositor gaúcho Totonho Villeroy, autor de Garganta e da faixa que abre o CD, a ótima Tô Saindo.


“Eu me sinto feliz de mostrar para o Brasil o trabalho de Totonho Villeroy, um grande compositor. Na realidade, o fio condutor do disco são as letras. O mais importante, para mim, é o que eu estou dizendo”, ressalta Ana Carolina. Nesse sentido, Garganta conta a própria história de Ana, uma mineira de 24 anos que é a mais nova carioca da praça (ela mora na Barra há duas semanas). “Totonho assistiu a um show meu em Belo Horizonte, foi no camarim e me mostrou a letra, dizendo que tinha feito os versos durante o show. Em dois dias, ele me mandou uma fita com a música”, lembra a cantora.


Ana se identificou com a letra de Garganta porque, como ressalta, sempre se virou sozinha, fazendo shows no circuito mineiro e na região serrana do Rio. O contrato com a gravadora BMG foi fruto de uma apresentação no Mistura Fina. Luciana de Moraes, filha de Vinícius de Moraes, estava na platéia e levou o CD demo de Ana para a diretoria da gravadora. Em duas semanas, o contrato estava assinado e, logo depois, Retrato em Branco e Preto chegou a tocar em algumas rádios cariocas. Pontapé inicial de uma carreira que tem tudo para deslanchar. Com ou sem Cássia Eller.


Fonte: Mauro Ferreira - Jornal O Dia

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“Eu respeito muito a música e ela me dá isso de volta...”- Ana Carolina