17 de outubro de 2003

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Ana Carolina lança DVD no cinema

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Assim como vêm fazendo os principais artistas no exterior, a cantora Ana Carolina anunciou que o lançamento de seu DVD será em uma sessão de cinema. Intitulado “Estampado”, mesmo nome do álbum, o material será exibido no próximo dia 20 de Outubro, às 21 horas, no Espaço Leblon de Cinema, no Rio de Janeiro.

O DVD trará participações ilustres de Chico Buarque, Maria Bethânia, João Bosco entre outros e foi dirigido por Mari Stockler.

Fonte: Território da Música

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12 de outubro de 2003

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Sucesso - Pinceladas musicais

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Leandro Pimentel
“Faço telas para os amigos, até parede já pintei”, diz Ana Carolina

A cantora e compositora Ana Carolina lança CD com músicas inspiradas em telas pintadas por ela que fazem parte do encarte do disco

Com a voz e o violão, a cantora Ana Carolina, 28 anos, já vendeu mais de 550 mil cópias de seus dois primeiros discos – Ana Carolina (1999) e Ana Rita Joana Iracema Carolina (2001). Para o terceiro CD, Estampado, que já vendeu 100 mil cópias desde agosto, ela lançou mão de outro recurso. Foi pintando telas carregadas de grafismo, num ateliê improvisado em seu apartamento, que a compositora deu as pinceladas finais nas 15 músicas do disco. “Tenho que ver as músicas que faço, é meio neurose mesmo”, explica, bem-humorada.

Exibidas em parte no encarte do novo CD, as telas foram todas criadas da mesma maneira. De posse das primeiras gravações das músicas feitas em estúdio, só com sua voz e violão e sem os demais arranjos, Ana escutava as canções enquanto pintava. “Prestava atenção no quadro mas a música estava ali. Dava um distanciamento maravilhoso para que surgissem idéias de como deveria ser a cara da canção”, explica. A cantora já tinha experimentado a técnica no segundo disco, mas com outro estilo e sem a mesma assiduidade. “Ali não era tinta. Era spray, pichação mesmo, sem essa história de fazer uma tela para cada música”, diz ela, autora – sozinha ou em parceria – de 13 das 15 músicas do novo disco.

“O Seu Jorge diz que sou meio forte, grandinha, e que não levo desaforo para casa. E ele tá certo. Não levo mesmo’’Ana Carolina
As novas parcerias são uma história à parte. Com Chico César, um encontro em São Paulo para a compra de um novo violão rendeu a música “Mais Que Isso”. Numa loja de instrumentos, Ana cantarolava a letra que não tinha conseguido terminar cada vez que experimentava um violão. Ao saber que aquela era uma música inacabada, Chico se interessou. No mesmo dia, os dois foram para a casa do músico em São Paulo e, no dia seguinte, a letra estava pronta. “Foi uma parceria bem fluida, como se um tivesse se vestido do outro sem perceber”, conta Chico César.

Sintonia parecida aconteceu com Seu Jorge, com quem fez “Não Fale Desse Jeito” e “Beat da Beata”. A primeira, uma brincadeira do músico com o estilo “bateu, levou” da parceira. “O Seu Jorge diz que sou meio forte, grandinha, e que não levo desaforo para casa. E ele tá certo. Não levo mesmo”, diverte-se a cantora. Amigos desde a cerimônia do Prêmio Multishow em 2001, quando os dois abandonaram seus camarins para ficarem num outro, cantando sambas antigos de Donga e João da Baiana, Ana e Seu Jorge fizeram as duas músicas numa noite de bate-papo na casa da cantora.

Entrosada com os novos parceiros, a cantora ainda desfruta de prestígio com antigos ídolos. João Bosco, Maria Bethânia e Chico Buarque marcam presença no seu DVD, que tem ainda um show improvisado de Ana Carolina em pleno centro do Rio de Janeiro. “Foi como uma volta aos meus 15 anos em Juiz de Fora, quando tocava o dia inteiro com minha turma, na rua”, diz a compositora mineira.

No Rio de Janeiro há quatro anos, ela não esconde a forte ligação com a cidade onde foi gerada. “Minha mãe se mudou para o Rio para tentar se separar do meu pai. Só que ele vinha, dava flores, e o negócio ficou quente”, conta a cantora, que, pelo menos na cidade onde mora, já pode pensar em tentar uma nova carreira. “Faço telas para os amigos, até parede já pintei. Ainda não ganhei nada, mas daqui a pouco já posso fazer uma exposição”, finaliza, rindo, a pintora amadora.


Fonte: IstoÉ

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6 de outubro de 2003

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Em casa e com a torcida a favor

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O retrospecto é ótimo: 28 anos, 550 mil cópias vendidas de seus dois primeiros CDs, disco de ouro para o terceiro, "Estampado", e um DVD prontinho para sair do forno, recheado de participações especiais. É neste clima de "já ganhou" que a cantora Ana Carolina se apresenta hoje em Juiz de Fora, no show que abre a turnê batizada com o nome de seu mais recente trabalho, lançado em agosto.
"Estampado" é o disco mais intimista da cantora, que assina 13 das 15 faixas do álbum. É também o mais maduro e o mais elogiado pela crítica, que parou de compará-la a Cássia Eller. O repertório é uma mistura de ritmos, formatos e estruturas, e vai do samba-rock à bossa nova, passando até pelo tango.

O forte, desta vez, são as parcerias: além do sempre presente Totonho Villeroy, craques do porte de Chico César, Seu Jorge, Celso Fonseca e Vítor Ramil também deixam sua marca. Na produção, os cariocas Liminha e Eumir Deodato. "A Ana possui energia de roqueira com a busca pela harmonia da MPB", definiu o primeiro.

Radicada no Rio há quatro anos, Ana Carolina está de volta à cidade em que nasceu para entoar letras de tom confessional, como "Só fala em mim", "Encostar na tua", "Eu tô sozinha", "É mágoa" e "Elevador (livro de cabeceira)", primeiro single retirado do novo CD. A cantora saiu de Juiz de Fora em 1999, quando gravou o hit "Garganta", que também será interpretado hoje, mas com um arranjo um pouco diferente; assim como outro sucesso, "Quem de nós dois". A base do show será o tradicional voz e violão, com banda de apoio e quarteto de cordas. A apresentação - a primeira de uma maratona que só deve terminar perto do Natal - está marcada para as 21h, no Theatro Central.

DVD fresquinho e música para Bethânia

Ana Carolina vai aproveitar o show em Juiz de Fora para lançar o DVD "Estampado", descrito por ela como "um making of do disco, com participações especialíssimas". Morando no Rio, Ana fez contatos e colecionou admiradores do porte de Chico Buarque, Maria Bethânia e João Bosco, que dão as caras no DVD. Bethânia chegou até a gravar uma música da cantora e compositora mineira: "Pra rua me levar" foi escrita especialmente para a irmã de Caetano, em parceria com Totonho Villeroy, e está no CD "Maricotinha". Em "Estampado", o álbum, Ana faz a sua versão da música. "A música continua sendo da Bethânia, mas acredito que consegui dar a minha cara também", diz ela.

Outra pérola do DVD é um show improvisado da cantora em pleno centro da Cidade Maravilhosa. Apesar de juizforana de nascimento, Ana Carolina tem uma forte ligação com a capital carioca, onde descobriu um novo talento: as telas que enfeitam o encarte de "Estampado" foram pintadas por ela e serviram de inspiração para as músicas do CD.

Entrevista  Por Fabiano Moreira

Generosa com os parceiros de trabalho, educada e divertida, Ana Carolina, 28, já começou a conversa querendo reconhecer o repórter dos velhos tempos de Juiz de Fora e, durante a entrevista à Tribuna, fez questão de colocar a cidade lá no alto. Ela não se esquece dos momentos que viveu aqui, quando tocava pela UFJF ou pelas ruas do Bairro Granbery, onde morava.

Hoje, no Central, a alegria da gravadora BMG promete momentos inesquecíveis para fãs e amigos, como na canção em que todos os músicos tocarão pandeiro, sua paixão, e no samba que ela compôs e que será acompanhado por isqueiros. "Fiz a música em dezembro, mas parece coisa antiga. Então, em vez da caixa de fósforos, vamos de isqueiro, sinal dos tempos modernos." Fogo e luz para a nova diva da MPB, já gravada até por Maria Bethânia.

Tribuna - "Estampado" é o seu trabalho mais intimista, com letras de tom confessional. Algumas destas histórias foram vividas em Juiz de Fora?
Ana Carolina - Eu passei muito mais tempo em Juiz de Fora do que em qualquer outro lugar do planeta. As minhas maiores experiências foram vividas em Juiz de Fora. Tem algumas coisas que realmente aconteceram comigo nos últimos tempos, aqui mesmo no Rio de Janeiro, algumas historinhas que estão sendo contadas aí no disco, mas, logicamente, tem uma coisa de vivência e de elaboração de personalidade mesmo, convívio com amigos de Juiz de Fora que eu trouxe.
E a Ana Carolina que andava de violão embaixo do braço para a Ana Carolina de hoje? Mudou muito?
Não. Eu mantenho todos os meus amigos de Juiz de Fora. Mas, hoje, eu sei coisas que obviamente eu não sabia no início de carreira. Nunca esquecerei o meu primeiro gosto pela música, que sempre foi a coisa mais importante para mim. Apesar de estar no mercado hoje e ser uma pessoa que vende DVD e disco, o meu objetivo é não perder justamente essa Ana que você via andar nas ruas. Tanto que no meu DVD tem um momento interessante onde eu faço um show no meio da rua, no Largo da Carioca, sem anúncio. Eu tocava muito ali na Rua Antônio Dias, onde morei. Se a pessoa estivesse passando, podia me ouvir. 

E a Ana compositora? Amadureceu? Esse disco tem mais composições suas que os anteriores.
Esse é o disco mais autoral, mas o segundo também já era muito. Não é todo mundo que lança discos com tantas faixas como eu, sempre faço 15, 13 serem minhas é como se quase todo o disco fosse meu, até porque as duas outras músicas são do Totonho Villeroy, meu irmão, meu parceiro querido. A música de trabalho da Preta Gil, "Sinais de fogo", eu fiz quando estava terminando de gravar esse disco. Ainda ficaram dez canções de fora, que pretendo gravar no próximo trabalho ou mostrar para algumas pessoas que acho que têm a ver.
Quem você gostaria de ouvir cantando Ana Carolina, depois de Maria Bethânia, que já deve ter sido um prazer para você?
Sei lá, não tem uma pessoa exatamente. Agora você me pegou. Eu preferia deixar por conta do destino isso aí. Tomara que não demore a acontecer, porque é um prazer muito grande você ver a sua música interpretada por uma pessoa que você admira. Até hoje, as mulheres que interpretaram músicas minhas, como a Bethânia e a Preta, eu gosto muito das gravações.
E as parcerias? Como acontece esse processo? Com quem você gosta mais de trabalhar?
O trabalho de composição está sempre acontecendo, independente do que eu estou fazendo para a minha carreira. Trabalho geralmente junto, olho no olho. Não gosto de mandar fax e essas coisas. Agora, comecei a fazer uma música inédita com Jorge Vercilo que nem botamos nome. 
E como foi trabalhar com a produção de Eumir Deodato, que já pôs o dedo em discos impecáveis de Björk e Elis Regina?
As maiores pessoas são as mais simples. É um cara muito bacana, fiquei honrada. A gente chegou a conversar muito pelo telefone, ele em Los Angeles. Foi de irrestrita colaboração, queria saber o que eu queria exatamente nas músicas e nos arranjos. 
E desta vez vai ter canja sua em algum bar da cidade?
Pois é, eu adoraria lembrar meus tempos de bar em Juiz de Fora. Na verdade, fiquei ensaiando 25 dias direto sem parar, hoje (quinta-feira) estou completamente sem voz, estou aqui fazendo uns exercícios e tomando alguns remedinhos para melhorar. 
Foi uma loucura aquela última canja no Bar du Gil, né?
(Gargalhadas) Muito bom, muito bom. Pois é, vamos ver se rola mais uma vez.

Fonte: Tribuna de  Minas

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“Eu respeito muito a música e ela me dá isso de volta...”- Ana Carolina