6 de dezembro de 2004

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Cores fortes da Voz forte

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Se não dá para dizer que ela já é uma pintora com identidade, os quadros espalhados pela espaçosa e iluminada sala da cantorAna Carolina, em seu apartamento em São Conrado, têm interessantes jogos de cores e formas. Envolvimento com tintas e telas recente, que começou durante a gravação de seu terceiro CD, “Estampado” (lançado em agosto do ano passado), e funcionou então como uma espécie de terapia.

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Não gosto muito de estúdio, prefiro show, se pudesse só faria DVD ao vivo. Eu chegava em casa estressada com a rotina das gravações e usei a pintura como uma forma de relaxamento— revela Ana, que, na época, fez um quadro para cada uma das 15 faixas do disco.
São pinturas abstratas, de cores fortes — assinadas com as inicias A.C. — que permitem um paralelo com a música igualmente forte da cantora, compositora e violonista mineira. Ela começou a pintar sem estudo formal, e nisso repetiu sua relação com a música. Mas o interesse pelas artes plásticas vem de longe, admiradora que é do escultor Rodin (“Tenho livros sobre ele, vi o filme sobre Camille Claudel”) e de pintores como Monet, Picasso e Hooper (“A forma como ele trata a luz é fantástica”).

— Sempre gostei, tenho livros de pintura, até que um dia comprei telas e tintas. Mas também comecei a tocar violão e cantar sem ter aulas, apaixonada que sempre fui pela obra de Chico Buarque — recorda-se Ana, que tem alguns de seus quadros em casas de amigos mas não pensa em expô-los.
Uma especialista no setor, e amiga da cantora, a artista plástica Niura Bellavinha, dá o seu aval — depois de perguntar se o repórter ligara para fazer uma consultoria ou para entrevistá-la.
— Pelo que vi, seus quadros têm uma característica lúdica. Ainda é uma brincadeira, mas se levar a sério, estudar, pode virar uma pintora — responde Niura, que já percebia na música de Ana uma ligação com a imagem. — Tanto melodicamente quanto poeticamente, suas canções têm fortes referências visuais. Acho interessante artistas que rompem as fronteiras. Gosto muito do trabalho de Schnabell (o pintor Julian Schnabell) no cinema, os filmes que ele fez sobre Reinaldo Arenas e Basquiat são ótimos.

A música, no entanto, continua a veia principal de Ana Carolina, que lança agora seu segundo DVD, “Estampado — Um instante que não pára” (BMG). E ela não pára de compor, já tem 20 composições inéditas na fila — “Acho que vou fazer um CD duplo, um BMG e outro Sony”, diz, brincando com a recente fusão das duas gigantes do mundo do disco. Dessa nova safra, “Eu gosto de homens e de mulheres” (letra ao lado) foi escrita como reação ao sucesso de sua releitura de “Eu gosto de mulher”. Na voz de Ana, o rock machista-escrachado do Ultraje a Rigor nos anos 80 ganha conotação inversa, vira canção-bandeira homossexual, em efeito similar ao de Marina Lima cantando “Mesmo que seja eu”, de Roberto e Erasmo Carlos (aquela que traz a frase “Um homem pra chamar de seu, mesmo que seja eu”). — Similar, não, em “Eu gosto de mulher” eu radicalizo muito mais — corrige Ana. — Essa música virou um hino, é obrigatória nos meus shows. Mas ficou muito unilateral, estava me incomodando e fiz essa para contrabalançar.

A reação calorosa pode ser conferida no DVD dirigido por Monique Gardenberg, que registrou, em agosto passado, o show “Estampado”. Nove mil pessoas lotando o Claro Hall, em delírio com os sucessos de três discos, em cinco anos de carreira. Por sugestão de Monique, num dos extras do DVD, “Onde está Ana?”, a cantora usa um disfarce para entrar na casa de shows e se misturar à platéia:

— Foi assustador, realmente fiquei muito nervosa com aquela experiência, senti toda a energia de meu público, eu que não tenho frio na barriga antes de subir ao palco. 

Entre a adoração e a rejeição

A personalidade e o estilo de Ana Carolina já estavam estampados no seu primeiro sucesso , “Garganta”, canção que é quase perfeito auto-retrato — “quase” pelo fato de ter sido escrita por outro, o gaúcho Totonho Villeroy.
— Eu tinha feito um show em Belo Horizonte e chegou aquele cara no camarim com um papel na mão, dizendo que tinha acabado de escrever aquela letra — conta. — Depois me lembrei que conhecia Totonho, eu tinha ido a um show dele no Rio, no Mistura Fina, e adorei, tanto que comprei os dois discos independentes dele. 
Nessa época, anterior ao sucesso, Ana Carolina rodava sua Juiz de Fora natal e arredores numa Parati, fazendo shows de voz e violão em tudo que era lugar.
— Mas o meu sonho era vir para o Rio, sempre que podia estava aqui, fiquei muitas vezes hospedada na casa de Cássia Eller, que foi quem pagou o roadie (o assistente de palco) de meu primeiro show no Mistura Fina. 
Show no qual foi assistida por uma filha de Vinicius de Moraes, Luciana, que se encantou com a garota de voz e violões fortes e tratou de espalhar a boa nova. Ana, aos 24 anos, já tinha desistido da faculdade de letras (“Fiz até o quinto período”) e logo seria contratada pela BMG.
— Meses depois do primeiro CD, fui chamada na gravadora. Eu estava achando que seria mandada embora e quando um diretor disse que o disco vendera cinco mil cópias, não acreditei, achei que era coisa demais. Seis meses depois, já era disco de ouro. 
Se o sucesso é uma realidade desde a estréia em 1999, como será que Ana reage à rejeição que também existe em relação à sua música junto a muitos formadores de opinião? Afinal, entre a crítica, e mesmo no meio artístico, há quem torça o nariz para o seu estilo dramático.
— Eu tenho uma grande extensão vocal, vou dos graves aos agudos, toco violão bem — responde, com ênfase. — Mas causar coisas nas pessoas, mesmo quando a resposta é negativa, é fundamental. Uma coisa sei, nunca vou fazer música suave, tenho muita personalidade, dou grito mesmo, sei que tenho esse lado overdose. Mas é real! 

Fonte: O Globo

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21 de novembro de 2004

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Ana Carolina, a rainha das novelas

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A rainha das novelas. É assim que a cantora Ana Carolina já está sendo chamada nos bastidores. Isso porque apenas com “Estampado”, seu mais recente álbum, ela já emplacou três canções na programação da Rede Globo: “Encostar na Tua”, “Uma Loca Tempestade” e “Nua”. Esta última entrará na trilha de “Como Uma Onda”, a mais nova novela da emissora.

Feita em parceria com Vitor Ramil, “Nua” é o quarto ‘single’ do trabalho. Ana Carolina anunciou ainda o lançamento do DVD “Estampado – Um Instante que Não Pára”, gravado ao vivo durante suas performances no Rio de Janeiro, no mês de Agosto. Esse show, aliás, continua sendo levado pela cantora para todo o Brasil e conta com a direção de Enrique Diaz.





Fonte: Canal Pop

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26 de julho de 2004

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Ana Carolina planeja segundo DVD

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O sucesso da turnê “Estampado” tem sido tanto que Ana Carolina anunciou que gravará o segundo DVD baseado no álbum homônimo, o mais recente de sua carreira. As gravações ocorrerão nos dias 6 e 7 de Agosto no Claro Hall, Rio de Janeiro. Uma surpresa no repertório: além de sucessos como “Garganta” e “Uma Louca Tempestade”, Ana Carolina deverá fazer uma versão de “Eu Gosto é de Mulher”, do Ultraje a Rigor. A direção ficará por conta de Monique Gardemberg.

“Estampado”, tanto o álbum quanto o DVD, foram lançados em 2003. Neste, que é o terceiro disco da cantora, se destaca a canção “Elevador” e as parcerias com Chico César e Seu Jorge.

Fonte: Território da Música

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6 de julho de 2004

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Entrevista com Ana Carolina no Globo

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      Ana Carolina diz que gosta sempre de anular o corpo nos shows para valorizar a voz



O DVD teve uma tiragem alentada por confiança nesta nova mídia que foi a favorita dos artistas em 2004. Ana confia tanto que nem vai ter CD do projeto, apenas DVD, o que fará com que fiquem inéditas em disco a versão autoral de "Sinais de fogo", que ela e Totonho Villeroy fizeram para Preta Gil, além do belo número que une "Nua" e "Outra vez", de Isolda, com voz e violão de Ana e a harpa de Christina Braga. - A Christina é maravilhosa, fenomenal, e ela afina tudo aquilo de ouvido. E eu não sabia que harpa tinha aquele grave. Quando ouvi aquilo pensei 'meu Deus do céu, quero casar com a harpa e ter várias harpinhas' - brinca ela, referindo-se ao seu velho amor pelas freqüências graves, presentes também na sua garganta.
Ana responde a críticas ao show com a mesma ênfase com que canta. Ela ouviu ressalvas ao visual escuro demais do cenário e do figurino, mas não abre mão da escuridão. -Disseram que tinha que ter cor no palco, mas eu discordei. Não tem que estar tudo colorido no para o show se chamar "Estampado", é justamente o contrário. E minha idéia é sempre cancelar o corpo. Quero mostrar minha música, a voz, minhas mãos - eu passo muitas imagens nos movimentos das mãos. Nunca diga nunca, mas eu pretendo usar preto por muito tempo - afirma ela, soltando um "pô, não esculhamba", à piada de que se trata de um show funeral.

O trocadilho "vou de escada para elevar a dor", do sucesso "Elevador", incomodou muitos ouvidos. Ana defende o verso várias vezes falando com muita ênfase e separando as sílabas para enfatizar ainda mais. - Acho genial, adoro cantar isso, eles adoram gritar isso, é uma das coisas que mais gosto no disco, foi uma brincadeira com a necessidade de elevador e de elevar a dor. Eu a-do-ro - metralha ela.

Ana diz que seu relacionamento com a música passa muito pouco pela razão, é praticamente sentimento puro. - Isso é uma loucura porque a música para mim não passa pelo racional, ela vai direto ao estômago. Não há muito o que pensar, vou pela intuição,. Embora muitas vezes queira ponderar certas escolhas. E filosofa um pouco sobre a escolha de temas sentimentais para a esmagadora maioria de suas músicas, concordando que o sentimento é o grande nivelador do ser humano. - Trata-se de uma dicotomia. O amor é um sentimento que iguala as pessoas e as torna tão diferentes.

Ana Carolina diz que berra porque precisa do grito para se expressar e se declara bissexual

Ana Carolina precisou de apenas três discos para se tornar uma cantora das multidões, como pode ser constatado no DVD "Estampado, um instante que não pára", lançado com tiragem inicial de 60 mil cópias pela BMG. Gravado no Claro Hall, no Rio, em agosto último, teve uma platéia recorde de mais de 9 mil espectadores tão passionais quanto ela.

Ana proclama que canta com o corpo inteiro, berra porque precisa do grito para expressar o que sente e recebe de volta da galera a mesma entrega. - É uma relação muito passional, eu não sei exatamente o que é. Pode ser um espelho, sei lá. Eu canto como se fosse a minha última apresentação, como se não tivesse amanhã. Eu acredito muito naquilo que estou cantando, é tão verdadeiro que as pessoas embarcam - conta ela em entrevista na sala de seu apartamento no 24º andar de um condomínio em São Conrado, recém saída do banho, ainda de cabelo molhado e discretamente perfumada.

Ela manda baixar uns petiscos, incluindo pão de queijo, que não pode faltar em casa de mineiro, e refri light. Ana perdeu 12 quilos, está magra, mas não demais, mantém uma compleição encorpada como sua voz, gesticula muito e se levanta de quando em vez para enfatizar suas palavras. Ela se confessa fascinada e curiosa com a reação dos fãs. - No DVD dá para ver umas mãos...as pessoas interpretam, tem alguma coisa ali da história delas, não tem como não haver uma troca de emoção. Eu tenho muita curiosidade em saber quem são elas. Às vezes eu recebo pessoas no camarim e sempre pergunto o que elas fazem. Quando acontece um show, o artista normalmente está no camarim em companhia de músicos e amigos ou recolhido, se preparando, sem saber coisa alguma da chegada do público e de como se comportam os espectadores antes de começar.

Na gravação do DVD, a diretora Monique Gardenberg "barangou" Ana com peruca, roupas bregas e maquiagem, mandando-a para o meio do público para conhecer o outro lado. - Eu sou muito tranqüila para começar o show, mas quando entrei no meio da galera, o coração veio na boca, foi o momento mais difícil de tudo, fiquei gelada. Quando eu vi como são as pessoas no meu show bateu uma responsabilidade muito grande, vi umas meninas cantando 'Pra rua me levar' já animadas. Não puxei assunto com ninguém, estava muito nervosa e entrei numa de que era show de outra pessoa, que não era eu que ia cantar. Todo músico devia passar por isso. É muito maluco - conta ela. Esta investida dela é um dos extras do DVD.

Um dos maiores buxixos quando o show estreou foi a interpretação de ''Eu gosto é de mulher'', antigo sucesso do Ultraje a Rigor que gerou comentários de que Ana tinha finalmente saído do armário. Ela diz que há algum tempo pensava em cantar a música. - O meu interesse era a descontextualização. É um discurso completamente machista se cantado por um cara, mas cantado por uma mulher vira quase um hino...gay, né? E isso era o que interessava. Eu não sabia o que ia causar nas pessoas, mas eu sabia que estava fazendo aquilo...Bom, esse negócio de sair do armário...assumir...pois é, mas aí é que está: quando a gente vai levar isso para a coisa pessoal, eu gosto de homens e de mulheres no mesmo volume, tanto que eu fiz uma letra depois disso - afirma ela, referindo-se à recente "Homens que dançam tango", que ela diz não ter semelhança com a música de Renato Russo que fala em gostar de meninos e meninas. - O meu é mais adulto, são homens e mulheres. Meninos e meninas na verdade eu não gosto (risos).

Fiz isso meio em resposta porque ficou uma coisa tão forte que eu decidi falar que tem um outro lado. Daí fiz a letra que diz que 'os homens são para amar de repente e as mulheres para amar para sempre'. E estamos aí...pode ser que apareça um homem para eu amar para sempre. Por enquanto...

Fonte: O Globo

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20 de maio de 2004

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Ana Carolina no Videochat da Multishow

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psiu.com-4 fala: Em instantes, fale com a cantora Ana Carolina. Ela concorre ao Prêmio Multishow de 'Melhor Cantora'. Envie suas perguntas!
ana_carolina fala: Boa noite!

jaime_oz fala para Convidado : É verdade que seus tios-avós compunham músicas e que sua avó cantava em rádio? Eles influenciaram na sua decisão de ser uma artista?
ana_carolina fala: jaime-oz, na verdade, não os conheci. Mas sei que eles tinham uma voz muito grave, cantavam em igreja. Eu vim com essa formação genética dos meus avós. Também puxei dos meus avós o fato de não gostar de 'errar' em palco. Não gosto mesmo.

mossa-sc pergunta para Convidado : ANA adoro seu trabalho, te amo de paixão. Vc ficou surpresa com sua indicação para o Prêmio Multishow?
ana_carolina fala: mossa-sc, é sempre uma surpresa, porque não sabemos o que vai acontecer com essas coisas de prêmios. Concorrer com essas cantoras é maravilhoso, né? Há muitas cantoras boas. Somos privilegiados porque todas têm muita personalidade.

lillian_gunther fala para Convidado : Uma vez eu li que você compõe diariamente. De onde vem tanta inspiração? Como você escolhe o tema das composições?
ana_carolina fala: lilian_gunther, eu componho direto! Eu estou lançado um CD e já tem 15 músicas novas. Sou compulsiva nesse aspecto. Eu troco muitas idéias também! Enfim, gosto da produção e busco qualidade.

rick_moura fala para Convidado : Você entrou no curso de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora.Você pensou em deixar de cantar para seguir nessa profissão? Chegou a se formar?
ana_carolina fala: rick_moura, foi o contrário, pensei em parar o curso pra cantar. Quase me formei. Foi muito importante para o meu lado letrista. Realmente ajudou. Mas chega uma hora que não dá para conciliar.

lipe_santos fala para Convidado : Como a diversidade musical brasileira influencia o seu repertório?
ana_carolina fala: lipe_santos, não é nem querer misturar ritmos, isso já é involuntário no Brasil. Forró, música instrumental, música eletrônica, é tanta gente fazendo tanta coisa. Escuto de tudo! Costumo comprar discos apenas para conhecer novos sons.

bruno_soarez fala para Convidado : Ouvi dizer que você aprendeu a tocar pandeiro apenas ouvindo um disco do Lenine. É verdade? Você acha que qualquer pessoa pode aprender dessa maneira?
ana_carolina fala: bruno_soarez, é verdade. O Suzano é um mestre! Ele que descobriu essa modernidade do pandeiro. Fiquei emocionada quando vi alguém redescobrir esse instrumento. Fiquei um ano escutando o CD do Lenine!

pamela_vaz fala para Convidado : Maria Betânia já gravou uma música sua. Existe alguém que você adoraria que gravasse uma música sua?
ana_carolina fala: pamela_vaz, muitas pessoas! A Bethânia ter gravado já é uma honra. Jussara Silveira é uma cantora que eu adoro! Já estou fazendo uma música para ela, aliás.

kelly_ferreira fala para Convidado : Você sempre fala muito bem de Juiz de Fora, elogia a cidade. Você tem tido tempo de ir para Minas? Você ainda mantém seus amigos de lá?
ana_carolina fala: kelly_ferreira, vou sempre no início da semana a Juiz de Fora. Tenho muitos amigos lá.

roberta_rj fala para Convidado : Indicada ao prêmio multishow de Melhor Cantora. Em quem você votaria?
ana_carolina fala: roberta_rj, votaria em todas! Eu entendo a música como forma de expressão. Toda cantora que tem personalidade encarna a música. Você ganhar grana com aquilo que você mais gosta de fazer, é ótimo! O que o público vê, às vezes, é só a capa do CD e não sabe o trabalho que há por trás. Todas merecem a indicação!

armando_ fala para Convidado : Você começou tocando em bares, né? Sente saudades desse tempo? Como foi essa experiência?
ana_carolina fala: armando, sinto vontade de tocar em lugares menores. Penso em fazer projetos nesse sentido. Mas olha que engraçado: quando tocava em bares, tinha vontade de tocar em lugares maiores. Em Copacabana, já toquei pra 100 mil pessoas! Foi emocionante. Mas toda semana faço o Violada, um encontro de amigos lá em casa. Como se fosse um sarau, sabe? O último que fiz tava Rita Ribeiro, Lan Lan... É bem legal!

2bicudos fala para Convidado : 1) Conte pra gente como foi seu início de carreira e as dificuldades que esbarrou para ter o reconhecimento na mídia e do público.
ana_carolina fala: 2bicudos, dificuldade eu tive na época de bar, quando ainda não tinha disco, ainda mais eu que tinha vontade de cantar as minhas músicas e o pessoal queria cover. No meu primeiro disco, já emplaquei uma música, 'Garganta', de cara numa novela. Aí todos souberam quem era a Ana Carolina.

crisrecife pergunta para Convidado : amei o show que vc fez em Recife, mas achei que teve um gostinho de "quero mais Estampado". Vc pretende fazer outro show aqui, trabalhando ainda este cd ?
ana_carolina fala: crisrecife, pretendo fazer sim. Meu CD novo é 'Estampado', que traz a música da novela. Tem parceria com Seu Jorge. Quero muito voltar pra Recife!

ritinha pergunta para Convidado : vc esperava que a música encostar na tua fizesse tanto sucesso
ana_carolina fala: ritinha, não. A recepção está sendo maravilhosa! As pessoas querem discutir a letra comigo! Foi uma das primeiras a entrar no CD. Ela ia se chamar de 'Te Roubar Pra Mim'. Foi difícil escolher o título. Mas as pessoas gostam e às vezes me param na rua dizendo que entenderam a mensagem.

karolzinha fala para Convidado : Que musica não sai da sua cabeça?
ana_carolina fala: karolzinha, tem umas músicas que não saem da cabeça mesmo. Estou escutando muito 'A Fronteira' de um cantor uruguaio.

2bicudos fala para Convidado : 2)Depois de tantos anos de estrada, hoje já existem fãs de seu trabalho. Como é que você vê essa relação ídolo/fã?
ana_carolina fala: 2bicudos, já tive fã e sou fã do Chico Buarque, por exemplo. Tento fazer uma relação pessoal. Presidente de fã clube, por exemplo, sempre tento estar em contato. São as melhores fontes.

pedro.sonoro fala para Convidado : Qual sua relação com Chico Buarque? Foi bom estar ao lado dele no dvd 'Estampado'?
ana_carolina fala: pedro.sonoro, ele é um ídolo pra mim e só resolvi cantar por causa dele. Sou fã das coisas dele, de antes e de agora. É um dos maiores letristas do mundo!

mari fala para Convidado : quem foram seus maiores influenciadores?
ana_carolina fala: mari, Chico Buarque, Maria Bethânia, Massive Atack, Alanis Morissete, Bjork.

paraibano fala para Convidado : Por que no seu disco 'Estampado' você preferiu gravar canções novas, com exceção da faixa "Pra Rua me Levar"? Você cansou de regravações?
ana_carolina fala: paraibano, quis fazer uma coisa mais autoral. Mas posso vir a regravar muitas coisas.

karolzinha fala para Convidado : Com quem vc tem vontade de cantar?
ana_carolina fala: karolzinha, queria cantar com a minha vó.

karolzinha fala para Convidado : O seu cd é muito bom... que musica vc gosta mais?
ana_carolina fala: karolzinha, gosto muito de 'Encostar na Tua', 'Bicho da Beata'... mas gosto de todas!

roberta_rj fala para Convidado : uma pergunta q vc não aguenta mais responder dos jornalistas?
ana_carolina fala: roberta_rj, não tem, não (risos).

marciassp fala para Convidado : Oi Ana, Gostaria de saber se as músicas compostas por você*no*CD Estampado, faz parte de momentos que você passou na sua vida, ou são apenas histórias que vêm na sua mente?
ana_carolina fala: marciasp, são confessionais. Passei por elas.

lopes_lopez fala para Convidado : Você vê diferença nas suas composições de hoje em relação as mais antigas? Você sente que amadureceu?
ana_carolina fala: lopez_lopez, amadureci, sim. Tem umas canções do primeiro disco que demorei um certo tempo pra fazer. No segundo, no caso de 'Encostar na Tua', demorei menos. Mas cada caso é um caso.

bicudo fala para Convidado : vc pretende fazer um Acústico?? Seria ótimo!!!
ana_carolina fala: bicudo, acústico vou deixar pra depois!
ana_carolina fala: Olha, tem uma frase de São Thomás de Aquino: "Tudo que pode ser feito, pode ser bem feito". Acho que até pros rumos do Brasil essa frase vale a pena. O pensamento geral poderia ser esse! Um beijo!

psiu.com-4 fala: O chat com a cantora Ana Carolina terminou. Obrigada pela participação!

Fonte: Globo Vídeo Chat

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22 de março de 2004

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Por trás da tela

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“Viva a internet”, diz Ana Carolina
Ana Carolina: em breve, 
um novo site estará no ar

Em turnê com seu show Estampado, Ana Carolina ainda encontra tempo para acompanhar a confecção de seu novo site, que deve aportar na rede neste semestre.

A cantora, que se apresenta no Rio nos dias 20 e 21, deu à Gente sua opinião sobre a web.


Como é sua relação com a internet? 

Adoro as possibilidades quase infinitas da web. Adoro também me corresponder com os amigos – aliás, viva a internet! É uma delícia essa correspondência escrita, imediata.


Tem um site oficial? 

Tinha, mas tirei do ar no ano passado. Foram muitas mudanças na minha vida, e achei que o site tinha que ser também reformulado a partir dessa nova realidade. Estamos finalizando um novo site (www.anacarolina.art), que em breve estará no ar. Irei acompanhar diariamente. Essa foi uma razão das mudanças que resolvi fazer.


Qual a sua opinião sobre a troca de músicas pela rede?

Acho legal, existem pesquisas que comprovam que fora do Brasil, por exemplo, o 
MP3 acabou impulsionando a venda de CDs. É também, sem sombra de dúvida, uma ferramenta importante para grupos e artistas novos ou alternativos, já que é uma possibilidade real e democrática de divulgação. O que eu não gosto, é claro, é da pirataria e dos espertos que, em nome dessa democratização, usam a música para ganhar dinheiro, sem pagar quem tem direitos sobre ela.


Quais sites mais acessa? 

Os sites dos artistas. Pop, rock, música eletrônica, MPB, literalmente, o que cai na rede, de música, me diverte. E notícias, porque, com a rapidez dos acontecimentos hoje em dia, é muito importante a agilidade da internet.

Fonte: IstoÉ Gente

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23 de fevereiro de 2004

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Preta Gil canta com Ana Carolina em Salvador

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A cantora Preta Gil, filha do ministro da Cultura, Gilberto Gil, puxou na noite desta segunda-feira, penúltimo dia de Carnaval em Salvador, o trio elétrico que até o ano passado pertencia ao pai, o Expresso 2222. Ela cantou ao lado de Ana Carolina.

As duas passaram na avenida Oceânica, na Barra, até o camarote de Daniela Mercury, de onde Ana Carolina deixou o trio para Preta prosseguir até Ondina, onde termina o circuito.

Já a cantora Daniela Mercury levou a seu trio, no bloco Crocodilo, a cantora angolana Katiliana, 20, revelada no programa "Operação Triunfo", o "Fama" da TV portuguesa, que está em Salvador para realizar uma reportagem sobre o Carnaval.

Juntas, elas cantaram o samba "Madalena". Depois, Katiliana entoou sozinha "I'll Survive", de Gloria Gaynor.

Neste ano, Daniela voltou a puxar o Crocodilo, do qual apenas vinha participando como convidada nos últimos anos. No ano passado, por exemplo, ela saiu junto de Ricardo Chaves, que tinha se tornado o titular do bloco, e levou à avenida a top Gisele Bündchen.

Quem está em Salvador também é o cantor de forró Tato, do Falamansa. Ele chegou hoje a Salvador e deve sair no último dia de Carnaval em algum trio.


Fonte: Folha Online

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22 de fevereiro de 2004

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Preta Gil tira a virgindade de Ana Carolina

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Como ministros não podem receber patrocínios culturais, Gilberto Gil dividiu o cetro do Expresso 2222 entre Daniela Mercury e Preta Gil, que desfilou na noite de hoje. A filha do Ministro da Cultura convidou Ana Carolina e para dividir as responsabilidades: "Gente, tiramos a virgindade da Ana Carolina! Doeu?", perguntou para a convidada.

Preta deu a partida no "trem" com uma música do pai e depois passou o microfone para Ana Carolina, que engatilhou Elevador e Garganta. As duas se juntaram para cantar Sinais de Fogo, primeiro e único sucesso de Preta Gil, assinado por Ana Carolina.

Gilberto Gil acompanhou a perfomance da filha do camarote Expresso 2222. O baiano aplaudiu, acenou para o trio e, mesmo de longe, deu orientações para a técnica.

Na passagem pelo camarote de Daniela Mercury, Ana Carolina trocou de lugar com o grupo Psirico e já engatilhou uma cantada: "No Psirico só tem gato! Tem dois que eu quero pegar. Você acreditam que ainda não peguei nada nesse carnaval? Nem gripe!"

Em tempo: Preta Gil levou bailarinos sarados e sem camisa para cima do trio. Um deles de uma perna só e dançava de muletas.

Fonte: Terra

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3 de janeiro de 2004

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MPB em DVD

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A música brasileira toma força no mercado da imagem digital. No final do ano, Caetano, Cássia Eller, Ana Carolina, Zeca Pagodinho, Tom Zé e Luiz Gonzaga ganharam lançamentos em DVD. Confira:


A fina estampa de Ana
Ana Carolina é o tipo de artista que merece mais um DVD que um CD, é caso de intérprete em que imagem, movimento e voz formam uma trama, um tecido. E o DVD Estampado não poderia ter nome melhor. Muito bem dirigido por Mari Stokler, acaba reunindo todas as facetas de Ana Carolina. As partes mais reveladoras são quando a cantora se encontra com alguns de seus ídolos. Frente a frente com João Bosco, elogia o mineiro dizendo que foi ouvindo Escadas da Penha que ela se inspirou para criar seu estilo de samba. Tocando e cantando Retrato em Branco e Preto para um Chico Buarque absolutamente embasbacado, ela descobre que divide com o compositor o vício de adivinhar se uma palavra tem número par ou ímpar de letras. Com Maria Bethânia, é a vez de o ídolo babar pela fã, quando a baiana roga à amiga "Faz aquilo que é bonitinho", um meneio a mais na voz.

Os processos de composição de Ana Carolina também aparecem, ora quando ela cria com o gaúcho Totonho Villeroy, ora quando escreve com Chico César, e mais ainda numa sensacional noite de diversão, pandeiro e violão quando ela, Totonho, Elisa Lucinda e Seu Jorge compõem Perdi, mas Não Esculacha. E há Ana Carolina cantando ao ar livre sucessos como Garganta, Ela É Bamba e Confesso, explorando o intimismo de voz e violão para lembrar Gente Humilde e Hoje Eu Tô Sozinha, produzindo suas canções na intimidade do estúdio com Liminha. O DVD Estampado (lançamento BMG) custa, em média, R$ 55.

Fonte: Zero hora

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“Eu respeito muito a música e ela me dá isso de volta...”- Ana Carolina