26 de julho de 2004

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Ana Carolina planeja segundo DVD

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O sucesso da turnê “Estampado” tem sido tanto que Ana Carolina anunciou que gravará o segundo DVD baseado no álbum homônimo, o mais recente de sua carreira. As gravações ocorrerão nos dias 6 e 7 de Agosto no Claro Hall, Rio de Janeiro. Uma surpresa no repertório: além de sucessos como “Garganta” e “Uma Louca Tempestade”, Ana Carolina deverá fazer uma versão de “Eu Gosto é de Mulher”, do Ultraje a Rigor. A direção ficará por conta de Monique Gardemberg.

“Estampado”, tanto o álbum quanto o DVD, foram lançados em 2003. Neste, que é o terceiro disco da cantora, se destaca a canção “Elevador” e as parcerias com Chico César e Seu Jorge.

Fonte: Território da Música

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6 de julho de 2004

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Entrevista com Ana Carolina no Globo

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      Ana Carolina diz que gosta sempre de anular o corpo nos shows para valorizar a voz



O DVD teve uma tiragem alentada por confiança nesta nova mídia que foi a favorita dos artistas em 2004. Ana confia tanto que nem vai ter CD do projeto, apenas DVD, o que fará com que fiquem inéditas em disco a versão autoral de "Sinais de fogo", que ela e Totonho Villeroy fizeram para Preta Gil, além do belo número que une "Nua" e "Outra vez", de Isolda, com voz e violão de Ana e a harpa de Christina Braga. - A Christina é maravilhosa, fenomenal, e ela afina tudo aquilo de ouvido. E eu não sabia que harpa tinha aquele grave. Quando ouvi aquilo pensei 'meu Deus do céu, quero casar com a harpa e ter várias harpinhas' - brinca ela, referindo-se ao seu velho amor pelas freqüências graves, presentes também na sua garganta.
Ana responde a críticas ao show com a mesma ênfase com que canta. Ela ouviu ressalvas ao visual escuro demais do cenário e do figurino, mas não abre mão da escuridão. -Disseram que tinha que ter cor no palco, mas eu discordei. Não tem que estar tudo colorido no para o show se chamar "Estampado", é justamente o contrário. E minha idéia é sempre cancelar o corpo. Quero mostrar minha música, a voz, minhas mãos - eu passo muitas imagens nos movimentos das mãos. Nunca diga nunca, mas eu pretendo usar preto por muito tempo - afirma ela, soltando um "pô, não esculhamba", à piada de que se trata de um show funeral.

O trocadilho "vou de escada para elevar a dor", do sucesso "Elevador", incomodou muitos ouvidos. Ana defende o verso várias vezes falando com muita ênfase e separando as sílabas para enfatizar ainda mais. - Acho genial, adoro cantar isso, eles adoram gritar isso, é uma das coisas que mais gosto no disco, foi uma brincadeira com a necessidade de elevador e de elevar a dor. Eu a-do-ro - metralha ela.

Ana diz que seu relacionamento com a música passa muito pouco pela razão, é praticamente sentimento puro. - Isso é uma loucura porque a música para mim não passa pelo racional, ela vai direto ao estômago. Não há muito o que pensar, vou pela intuição,. Embora muitas vezes queira ponderar certas escolhas. E filosofa um pouco sobre a escolha de temas sentimentais para a esmagadora maioria de suas músicas, concordando que o sentimento é o grande nivelador do ser humano. - Trata-se de uma dicotomia. O amor é um sentimento que iguala as pessoas e as torna tão diferentes.

Ana Carolina diz que berra porque precisa do grito para se expressar e se declara bissexual

Ana Carolina precisou de apenas três discos para se tornar uma cantora das multidões, como pode ser constatado no DVD "Estampado, um instante que não pára", lançado com tiragem inicial de 60 mil cópias pela BMG. Gravado no Claro Hall, no Rio, em agosto último, teve uma platéia recorde de mais de 9 mil espectadores tão passionais quanto ela.

Ana proclama que canta com o corpo inteiro, berra porque precisa do grito para expressar o que sente e recebe de volta da galera a mesma entrega. - É uma relação muito passional, eu não sei exatamente o que é. Pode ser um espelho, sei lá. Eu canto como se fosse a minha última apresentação, como se não tivesse amanhã. Eu acredito muito naquilo que estou cantando, é tão verdadeiro que as pessoas embarcam - conta ela em entrevista na sala de seu apartamento no 24º andar de um condomínio em São Conrado, recém saída do banho, ainda de cabelo molhado e discretamente perfumada.

Ela manda baixar uns petiscos, incluindo pão de queijo, que não pode faltar em casa de mineiro, e refri light. Ana perdeu 12 quilos, está magra, mas não demais, mantém uma compleição encorpada como sua voz, gesticula muito e se levanta de quando em vez para enfatizar suas palavras. Ela se confessa fascinada e curiosa com a reação dos fãs. - No DVD dá para ver umas mãos...as pessoas interpretam, tem alguma coisa ali da história delas, não tem como não haver uma troca de emoção. Eu tenho muita curiosidade em saber quem são elas. Às vezes eu recebo pessoas no camarim e sempre pergunto o que elas fazem. Quando acontece um show, o artista normalmente está no camarim em companhia de músicos e amigos ou recolhido, se preparando, sem saber coisa alguma da chegada do público e de como se comportam os espectadores antes de começar.

Na gravação do DVD, a diretora Monique Gardenberg "barangou" Ana com peruca, roupas bregas e maquiagem, mandando-a para o meio do público para conhecer o outro lado. - Eu sou muito tranqüila para começar o show, mas quando entrei no meio da galera, o coração veio na boca, foi o momento mais difícil de tudo, fiquei gelada. Quando eu vi como são as pessoas no meu show bateu uma responsabilidade muito grande, vi umas meninas cantando 'Pra rua me levar' já animadas. Não puxei assunto com ninguém, estava muito nervosa e entrei numa de que era show de outra pessoa, que não era eu que ia cantar. Todo músico devia passar por isso. É muito maluco - conta ela. Esta investida dela é um dos extras do DVD.

Um dos maiores buxixos quando o show estreou foi a interpretação de ''Eu gosto é de mulher'', antigo sucesso do Ultraje a Rigor que gerou comentários de que Ana tinha finalmente saído do armário. Ela diz que há algum tempo pensava em cantar a música. - O meu interesse era a descontextualização. É um discurso completamente machista se cantado por um cara, mas cantado por uma mulher vira quase um hino...gay, né? E isso era o que interessava. Eu não sabia o que ia causar nas pessoas, mas eu sabia que estava fazendo aquilo...Bom, esse negócio de sair do armário...assumir...pois é, mas aí é que está: quando a gente vai levar isso para a coisa pessoal, eu gosto de homens e de mulheres no mesmo volume, tanto que eu fiz uma letra depois disso - afirma ela, referindo-se à recente "Homens que dançam tango", que ela diz não ter semelhança com a música de Renato Russo que fala em gostar de meninos e meninas. - O meu é mais adulto, são homens e mulheres. Meninos e meninas na verdade eu não gosto (risos).

Fiz isso meio em resposta porque ficou uma coisa tão forte que eu decidi falar que tem um outro lado. Daí fiz a letra que diz que 'os homens são para amar de repente e as mulheres para amar para sempre'. E estamos aí...pode ser que apareça um homem para eu amar para sempre. Por enquanto...

Fonte: O Globo

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“Eu respeito muito a música e ela me dá isso de volta...”- Ana Carolina