25 de dezembro de 2006

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‘‘Tenho uma namorada há cinco anos’’

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Um dos nomes de maior sucesso da MPB, a cantora e compositora lança novo disco e, um ano depois de se assumir bissexual, diz que adora ser mulher

Ana Carolina entre nomes de letras de músicas próprias: “A diabete ajudou a moldar minha personalidade, a ser uma pessoa organizada, disciplinada”

Ana Carolina divide as músicas do álbum duplo Dois Quartos, lançado este mês, em canções de amor e de “não-amor”. As de “não-amor” abordam temas como política, o sistema carcerário e a loucura. Mas é no repertório sobre o amor que a cantora e compositora de 32 anos decidiu mostrar sua face mais ousada. Um ano depois de ter assumido sua bissexualidade, ela recheou o quarto disco solo de sua carreira com músicas como “Eu comi a Madona” – assim mesmo, com apenas um “n” – e “Cantinho”, na qual um narrador masculino canta versos picantes. A licença para ousar é um privilégio conquistado por uma das cantoras de maior sucesso do Brasil. O disco Perfil – Ana Carolina foi o mais vendido do País em 2005, com mais de 650 mil cópias – no mesmo período, também emplacou 276 mil cópias do CD e 108 mil do DVD Ana e Jorge, em dueto com Seu Jorge. Com o lançamento de Dois Quartos, Ana terá que deixar o Saia Justa, do canal GNT, em janeiro, após seis meses no programa.

Dois Quartos tem músicas como “Eu Comi a Madona” e “Cantinho”, escrita com uma visão masculina. Resolveu escrevê-las após ter assumido sua bissexualidade?

“Cantinho” e “Eu Comi a Madona” foram escritas agora. “Eu Comi a Madona” é uma vontade, como se eu fosse um homem contando uma transa. É uma coisa mais reta, sem poesia, que é como encaro os homens. Meus melhores amigos são homens, gosto dessa retidão deles. Senti que podia usar a minha virilidade para contar uma transa com uma mulher. “Cantinho” também é uma visão masculina. A sexualidade é tão travada no Brasil! Quando você abre uma vírgula para qualquer questão sexual, todo mundo fala. “Madona” e “Cantinho” estarão no show. Vão ter que tapar os ouvidos, se não quiserem ouvir.

Gravá-las nesse disco foi uma forma de auto-afirmação?

Fiz essas canções inconscientemente. Foi uma tentativa de entender o universo masculino sob a ótica de uma mulher. Por mais que eu diga que goste de homens e mulheres, sou mulher. Adoro ser mulher e não trocaria isso. Mas a sensação de ser o cara é instigante.

Madonna é um sonho de consumo?

Eu poderia dar uma comidinha, sim. Mas não é meu sonho
de consumo.
E quem é?

Ninguém, mas eu me comeria muito. Eu me causo muito tesão.
O meu homem me comeria muito.

Está namorando?

Tenho uma namorada há cinco anos. Não quero falar quem é e prefiro não dizer o que ela faz. Mas é ótimo manter um relacionamento por tanto tempo.

Pensa em ter filhos?

Tenho muita vontade de ter, mas não por inseminação artificial. Gostaria de gerar mesmo, transar com um cara. Tenho 32 anos, adoraria ter antes dos 40.

Muitos homossexuais reclamam por você não levantar bandeiras, como apoiar a Parada Gay. O que acha disso?


Uma coisa que acho bacana é institucionalizar o casamento entre iguais. Quando o parceiro morre, tudo o que os dois conseguiram fica com a família e isso eu acho terrível, horripilante. Se precisarem de mim para ajudar a regulamentar o casamento, estou à disposição. Só não acho que, quando o homossexualismo for aceito, a gente tenha que torná-lo obrigatório. Porque os homossexuais falam assim: “Você tem que ser (gay), é bom. Você é incubado, é enrustido”. Não gosto desse preconceito dos gays contra os heterossexuais. Todos têm que ter direitos: os heterossexuais, os homossexuais, os transexuais, pansexuais. O cara que quer transar com uma boneca tem o direito dele, assim como a mulher que casa com um vibrador, com cachorro. A sexualidade precisa ser livre.
‘‘Tenho muita vontade de ter (um filho), mas não por inseminação. Gostaria de gerar mesmo, transar com um cara. Tenho 32 anos, adoraria ter antes dos 40"

Mudou alguma coisa depois que assumiu sua bissexualidade?

Não. Quem está do meu lado há muito tempo, sabia o que eu pensava. Mas várias pessoas passaram a conhecer o que eu pensava e isso foi importante. Penso em alguém que goste da minha música e que pense assim: “Adoro a música dela, mas ela transa com homens e mulheres. Ah, mas não vou parar de gostar dela por causa disso!”. Você faz a pessoa pensar e talvez aceitar um gay, um bissexual na família.

Outras cantoras na MPB são homossexuais ou bissexuais, mas não assumem. Acha que pode ajudá-las a quebrar a barreira?

Poderia ser bom, se abrisse. Se você perguntar a qualquer cantora dessas aí, elas vão dizer: “Não quero falar sobre minha vida pessoal”. Mas querem falar da vida pessoal nas letras! Não julgo ninguém. Quem não quer falar, tudo bem. É um direito de cada um. Eu só não estou nem aí para isso.

Prefere se relacionar com homens ou mulheres?

Atualmente, me relaciono com uma mulher. Mas já gostei muito de me relacionar com homens, especialmente na cama. Já gostei das transas com homens, é o que mais me chama atenção.


Como está sendo participar do Saia Justa?

Divertido. Saio do universo musical, que me consome bastante. Componho todos os dias, me encontro com produtores, faço shows e o programa me tira desse universo. Discuto sobre guerra, comportamento, pesquiso outras coisas. Eu me descubro muito. Talvez possa voltar em outra oportunidade, quando tiver um novo hiato na minha carreira.


A Maitê Proença disse à Gente que todas vocês precisavam se gostar mais para relaxarem no programa. Concorda?

Talvez ela precisasse gostar mais da gente para estar ali. Tive uma empatia rápida com a Betty (Lago) e, em seguida, com a Márcia (Tiburi), a Mônica (Waldvogel) e a Maitê. Eu e a Maitê saímos do Rio geralmente no mesmo vôo, já vamos dando risada no avião. A Betty chega um pouco depois, porque tem o cabelo mais curto, não precisa de tanto tempo de preparação. A Mônica é a pessoa mais relaxada do mundo, pode cair uma bomba do lado dela que ela está tranqüila.
E a Márcia acrescenta: está sempre buscando um novo porquê, um livro que ela leu. É aquele olhar de filósofa, muito bacana. Já estou com saudade delas.


Você tem fama de ser muito exigente nos bastidores. É verdade?

Sou exigente em tudo que faço. No Saia Justa, não preciso ser, porque a equipe é muito boa. Mas sou exigente com as pessoas que trabalham comigo. Sou impaciente com quem não tem talento para o que se propõe a fazer. E tenho uma enorme paciência com gente que é estrela, é antipática, mas tem talento. Se tiver, passo por cima de tudo, agüento estrelismo. Prefiro maquiador estrela que faz uma pintura no seu rosto do que maquiador bonzinho que trabalha mais ou menos.


Você e o Seu Jorge brigaram após o lançamento do álbum Ana
e Jorge
, no ano passado?


Mentira. Ele me ligou um dia desses e falou: “Estão dizendo que a gente tem um caso, vamos confirmar?”. Eu disse: “Vamos!”. Então quero dizer para você que a gente está tendo um caso. Isso (a notícia de que teriam brigado) surgiu a partir de uma nota maldosa, como há pouco tempo saiu que havia uma pessoa da minha família hospitalizada. Internet é terra de ninguém.


Continua fazendo psicanálise de costas para o analista?

Agora estou encarando mais (o analista). Quando você faz terapia, está falando com você mesmo. Tem que se ouvir e precisa ter um interlocutor que agüente isso, que é o terapeuta. Ele pontua de vez em quando, mas na verdade é você que está se ouvindo. E isso pode ser feito de frente, de costas, de lado. Faço psicanálise há dez anos, foi importante para eu me conhecer. Faço uma vez por semana e, quando estou em turnê, faço por telefone.


Você é diabética. Como controla a doença em meio à rotina desregrada da carreira?

Sou diabética desde os 16 anos e sempre fui responsável em relação a isso. A diabete ajudou a moldar minha personalidade, a ser uma pessoa organizada, disciplinada. Era um momento de transição de adolescente para adulta. Logo eu iria fazer 18 e começar a votar. Hoje, faço exercícios regularmente, tomo insulina e tenho um aparelho de medição de glicose. Quando estreei no Saia Justa, dei quadros pintados com as fitinhas (fitas nas quais o paciente deposita o sangue e que, inseridas no aparelho, indicam o nível de glicose) para as meninas. Costumo fazer essa colagem com as fitas. É uma maneira de reaproveitá-las e também de brincar com isso. Acabo me divertindo.


Fonte: IstoÉ Gente

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22 de dezembro de 2006

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No quarto de Ana Carolina

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“Dois quartos”, novo e quarto álbum de Ana Carolina acaba de ser lançado pela Sony & BMG. O lançamento é duplo e traz duas faces da cantora. De um lado, a cantora apresenta “Quarto”, com canções mais voltadas para o pop. “Quartinho”, o segundo CD, é quase um lado B. Ana Carolina ousa, experimentando novos sons e novas idéias. Uma das canções que compõe “Dois quartos” é a já conhecida dos fãs, “Rosas”, composta por Antônio Villeroy.

Com 23 canções ao todo, “Dois quartos” é produto de uma fase inspirada e criativa que a própria Ana Carolina define: “Sou uma compositora compulsiva e gosto muito disso”. Confira o repertório de “Dois quartos”:

CD 1 - Quarto
01. Nada Te Faltará
02. Tolerância
03. Ruas de Outono
04. Aqui
05. Rosas
06. Um Edifício no Meio do Mundo
07. Vai
08. O Cristo de Madeira
09. Eu Comi a Madona
10. 1.100,00 (Nega Marrenta)
11. Chevette
12. Notícias Populares

CD 2 - Quartinho

01. La Critique (Instrumental)
02. Então Vá Se Perder
03. Carvão
04. Manhã
05. Homens e Mulheres
06. Corredores
07. Sen.Ti.Mentos (Instrumental)
08. Cantinho
09. Eu Não Paro
10. Claridade
11. Milhares de Sambas
12. Eu Comi a Madona (Remix)

Fonte: Território da Música

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18 de dezembro de 2006

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MUSIQUALIDADE

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Cantora: ANA CAROLINA

CD: “DOIS QUARTOS”
Gravadora: SONY & BMG

No ano em que se consolidou como uma das maiores vendedoras de disco do Brasil (com o álbum ao vivo que lançou ao lado de Seu Jorge), a mineira Ana Carolina ainda encontra espaço para lançar um CD duplo recheado de canções inéditas, intitulado “Dois Quartos”, numa clara alusão ao fato de serem dois discos (sub-intitulados “Quarto” – o preto – e “Quartinho” – o verde) e de se tratar do quarto lançamento solo de sua carreira.

Contratada da multinacional Sony & BMG, a artista inequivocamente é bastante talentosa (além de cantar bem, compõe legal e toca violão e pandeiro com destreza), mas decerto a força de marketing que vem recebendo regularmente tem ajudado sobremaneira sua aceitação junto a um público afoito por grandes ídolos.

Várias das canções do repertório do novo trabalho são assinadas pela própria Ana Carolina em parceria com Antônio Villeroy (que até bem pouco tempo assinava-se artisticamente Totonho Villeroy), o autor do maior sucesso da cantora até hoje, a já lendária “Garganta”. É dele, inclusive, a primeira faixa a ser executada pelas rádios, a bonita “Rosas”. As letras da maioria das canções falam de experiências amorosas: desejos e desilusões, expectativas e angústias. São poucas as exceções nesse sentido (como, por exemplo: “Nada Te Faltará”, “O Cristo de Madeira” e “Notícias Populares”).

No canto, a intérprete resolveu dosar os arroubos interpretativos e mostra-se mais contida, o que é ótimo pois sua bela voz não precisa de exageros para se destacar (e isso fica claro em canções como “Tolerância”, “Ruas de Outono”, “Carvão” e “Eu Não Paro”). Há ainda dois dispensáveis temas instrumentais (“La Critique” e “Sen.ti.mentos”) e duas músicas de alto e explícito teor erótico (“Eu Comi a Madona” e “Cantinho”), o que justifica a tarja de “desaconselhável para menores de 18 anos – conteúdo adulto” impressa na contracapa do CD. Várias das canções possuem potencial para serem inseridas em trilhas sonoras de novelas (o que, decerto, acontecerá), mas a verdade é que o resultado geral do trabalho soa um pouco irregular e confuso.

Os maiores destaques ficam por conta das faixas “Vai” (de Mona Saback), “Um Edifício no Meio do Mundo” (parceria de Ana com Jorge Vercilo), “Nega Marrenta” e “Claridade” (estas duas em parceria com Aleh).

Muito embora Ana Carolina venha registrando em diversas entrevistas que, após assumir sua bissexualidade (corroborada na faixa “Homens e Mulheres”), chegou a hora de se mostrar inteira, não deixa de ser curioso que dois quartos, matematicamente falando, seja igual a um meio, o que, na verdade, é metade. Portanto, ainda não foi agora que a cantora de fato conseguiu realizar o seu intento. Mas, quem sabe, de uma próxima vez...?

Fonte: Infonet


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11 de dezembro de 2006

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Ana Carolina deixa o comando do Saia Justa, do GNT

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Depois de Luana Piovani, agora é a vez de Ana Carolina se despedir do programa Saia Justa, do canal a cabo GNT. A cantora, que estreou na atração em agosto deste ano, participará até o último programa de janeiro de 2007.

“Após seis meses conosco, a Ana vai se dedicar mais à sua carreira profissional. Ela vai levar a turnê do seu novo álbum pelo Brasil, e isso requer mais tempo. Vamos sentir saudades”, conta a assessoria do canal a O Fuxico.

Mônica Waldvogel, Betty Lago, Márcia Tiburi e Maitê Proença, continuaram no comando da atração. Agora resta saber quem será a substituta da cantora Ana Carolina.

“Já estamos pesquisando alguns nomes. A qualquer momento podemos saber quem entrará em seu lugar, uma das opções é a jornalista Soninha (ex-MTV)”, acrescenta a assessora, que não soube informar quais as outras possíveis candidatas ao cargo.


Fonte: O Fuxico

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Ana Carolina deve deixar o programa Saia Justa

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Dizem as más línguas que a cantora Ana Carolina vai deixar o programa Saia Justa, exibido pelo canal GNT. A justificativa é que a bissexual Ana Carolina quer se dedicar de corpo e alma à sua nova turnê. Não há ainda um nome certo para substituir Ana, mas andam cotando a quase-deputada federal e ex-VJ da MTV Soninha. O Saia Justa tentava angariar fãs da comunidade GLBT com a contratação da cantora mineira, mas pelo visto não deu muito certo.




Fonte: A Capa

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17 de julho de 2006

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Ana Carolina está cheia de 'maldades' para sua estréia no 'Saia Justa'

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SÃO PAULO - No que depender das integrantes do programa "Saia Justa", Mônica Waldvogel, Betty Lago, Márcia Tiburi e as novatas Maitê Proença e Ana Carolina, a diversão está garantida. Pela primeira vez, nesta segunda-feira na São Paulo Fashion Week, o quinteto se reuniu para falar sobre o programa que irá reestrear dia 2 de agosto, com novo formato e novos quadros.

As cinco 'saias' deram uma prévia dos assuntos que serão abordados e, em meia hora de bate-papo, prometeram levar mais polêmica e irreverência ao programa.

No lounge do canal GNT, as apresentadoras se mostraram empolgadas e foi difícil manter a ordem durante a coletiva. A começar pela própria diretora do canal, Letícia Muhana, que iniciou a entrevista explicando como seria trabalhar com cinco mulheres juntas numa sala.

- Se vocês achavam que com quatro já era difícil manter um diálogo normal, com cinco então será a maior encrenca - divertiu-se.

Os assuntos polêmicos começaram antes mesmo da estréia do programa.

- Eu estou aqui disposta a bater nelas. Não vejo a hora de começar, pois estou cheia de maldades - disse taxativa a cantora Ana Carolina.

Em seguida Bety Lago, sentada ao lado de Maitê Proença, anunciou que iria imediatamente tingir os cabelos.

- Vou pintar meus cabelos amanhã, pois não vou deixar a Maitê ser a única loura do programa  brincou.

Nos bastidores desta reunião de cinco mulheres cheias de idéias e opiniões diferentes está o diretor Nilton Travessos, único homem do grupo.

- Primeiro estou procurando aprender como conduzir cinco cabeças tão incríveis e diferentes. Mas sei que será um trabalho extremamente gratificante ter que enfrentá-las - declarou Nilton.

- Você viu que ele disse "enfrentar"? - indignou-se Bety Lago, que deu início a uma discussão que mais parecia uma versão ao vivo do "Saia Justa".

Mas entre as novidades, Ana Carolina adiantou que pretende levar sua música ao programa. Questionadas sobre o porquê de aceitar o convite, a cantora explicou:

- Sempre assisti ao programa e me identifiquei desde a primeira vez que vi. Quando surgiu o convite fui conversar com a minha mãe e ela falou "é claro que você vai aceitar, né?". Então não tive dúvidas.

- Já eu por ausência de mãe própria, fui na onda da mãe da Ana - completou Maitê.

Entre muitas risadas e um clima de total descontração, Mônica Waldvogel fez seu habitual papel de mediadora e deu as boas vindas às novatas.

- Quando se tem algo de novo no programa, tudo se altera. E essas combinações de personalidades são sempre estimulantes, tanto para nós que trabalhamos, como para o espectador - finalizou Mônica sob o aplauso de todas.

Fonte: O Globo

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7 de julho de 2006

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Na voz de Ana Carolina

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A cantora e compositora mineira Ana Carolina chega à Fortaleza neste sábado (8), à noite, no Siará Hall, para encerrar a turnê Estampado – Um Instante que não Pára, com canções do terceiro CD Estampado. No palco, a cantora é dirigida por Enrique Diaz, trazendo elementos novos como projeções e apresentando uma banda que lhe acompanha há dois anos


Um instante que não pára 

Ela abocanhou os troféus de melhor cantora e melhor CD (Ana Carolina & Seu Jorge) no Prêmio Multishow 2006, está confirmada como a nova debatedora do programa Saia Justa no GNT, a partir de agosto, e prepara o quinto CD da carreira com previsão de lançamento para novembro. A cantora e compositora mineira Ana Carolina dá provas de que ultrapassou a armadilha de um grande hit logo no início da carreira, depois do estouro da música Garganta (Totonho Villeroy), do CD de estréia Ana Carolina, (BMG/1999), da trilha da novela global Andando nas Nuvens, além das comparações com Cássia Eller e Zélia Duncan.

De lá para cá, a cantora lançou Ana Rita Joana Iracema e Carolina (2001), Estampado (2003) e o já citado Ana Carolina & Seu Jorge (2005). Estes dois últimos renderam ainda três DVDs. Hoje Ana Carolina soma mais de 1.200.000 discos vendidos e prestígio entre a cúpula da MPB, em parcerias com Chico Buarque e João Bosco e gravação na voz de Maria Bethânia (Pra rua me levar, no disco Maricotinha).

A mineira de Juiz de Fora chega à Fortaleza neste sábado (8), à noite, no Siará Hall, para encerrar a turnê Estampado – Um Instante que não Pára, com canções do terceiro CD Estampado. Em estúdio, gravando o seu próximo CD, ainda sem título e a ser lançado no próximo novembro, Ana Carolina não concedeu entrevista para este show. No palco, a cantora é dirigida por Enrique Diaz, trazendo elementos novos como projeções e apresentando uma banda que lhe acompanha há dois anos em turnê pelo Brasil e Estados Unidos.

Para levar o repertório ao palco, Ana, que assina a direção musical do show junto do seu parceiro Dunga (baixo), cercou-se de mais cinco músicos: Cesinha (bateria), Enio Taquari (percussão), Vinícius Rosa (guitarra), Carlos Trilha (teclados) e Lui Coimbra (cello). Os músicos exploram o jogo de contrastes que marca Ana, a mistura de sons eletrônicos com cordas, de delicadeza com força e de sofisticação com simplicidade.

A marca registrada de Ana – o pandeiro, desta vez, ganhou um destaque na versão para o show da música Vox Populi, onde ela coloca Marcelo Costa, Leonardo Reis, Lui Coimbra e Dunga tocando pandeiro junto com ela. Destaca-se também 2 Bicudos, onde Marcelo Costa e Leonardo Reis tocam cajon com direção de movimento de Kike Diaz.

Desta vez, Ana canta, toca violão de cordas de aço e nylon, guitarra e pandeiro e traz para o público 20 músicas, entre elas, muitas que foram sucessos em seus discos anteriores e algumas que ganham, agora, novos arranjos. Garganta terá o violoncelo de Lui Coimbra que tocará, pela primeira vez, seu próprio arranjo ao vivo, e Quem de nós dois será com três violões, violoncelo e percussão. E, ainda, Pra Terminar e Ela é bamba. Mas a maior parte do show traz canções do CD Estampado: Vestido Estampado, Encostar na Tua, Elevador, Hoje eu tô sozinha e Bicudos, além de Pra rua me levar interpretada por Ana com voz e piano.

Com Vestido Estampado, a cantora faz uma homenagem aos sambistas antigos, quando faz uma versão com voz, violoncelo e isqueiro (a caixa de fósforo dos dias de hoje). Desta vez, haverá um único texto da poeta Stella do Patrocínio, uma louca que vivia num hospício. O cenário de Marimba, que transforma o palco em uma caixa, valoriza a idéia do Estampado quando aposta em uma grande tela ao fundo com uma textura de lona de caminhão usada, remendada e com várias cortinas de voal.

SERVIÇO
Estampado – O Instante que não Pára – show da cantora e compositora Ana Carolina. Sábado (8), a partir das 22 horas, no Siará Hall (Avenida Washington Soares, 3199 – Édson Queiroz). Ingressos de pista à venda nas lojas Bunnys e de camarote no Siará Hall. Preços: R$ 25,00 (primeiro lote), R$ 70,00 (camarotes inferiores) e R$ 60,00 (camarotes superiores). Informações: 3230 1917.

Fãs em ansiedade total
Os colegas de trabalho de Rômulo Jácome de Mesquita, 29 anos, já não aguentam mais. Esta semana ele não pára de escutar as mesmíssimas músicas. Funcionário do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará, Rômulo deixou de lado os CDs de Marisa Monte e Adriana Calcanhoto para render homenagem a sua diva maior: Ana Carolina. Tudo porque é chegada a hora de ver (e ouvir) a cantora e compositora mineira de MPB ao vivo. Ela sobe ao palco do Siará Hall, amanhã à noite, no show Estampado o Instante que não Pára, com músicas do DVD homônimo lançado em 2004 e do CD Estampado de 2003. "O povo do meu trabalho diz que não vê a hora de passar esse show", ri. "Eu tô um pouco ansioso. É o show que eu vou conhecer todas as músicas. Pretendo cantar muito", promete o fã.

Para o estudante Junior Holanda, 19 anos, morador da Parquelândia, essa tal ansiedade é ainda maior. "Eu sou fã desesperado. Escuto o CD milhões de vezes como se fosse a primeira vez", admite sem acanhamento. Associado do fã-clube Papel Fuleiro, Junior acompanha há dois anos – quase diariamente – o que acontece na carreira da cantora. E, de quebra, relaciona-se com outros fãs pela Internet, no site de relacionamento Orkut (a principal comunidade, "Ana Carolina", já soma 339.736 participantes). A paixão é tanta que o estudante deciciu ter aulas de violão para tocar os sucessos da cantora. "Comecei totalmente influencidado por ela. Isso acontece muito com muitos fãs dela", explica.

Fã incondicional da persona e da artista, Junior aprova a postura da cantora ao assumir publicamente a bissexualidade. "Ela ajudou a quebrar um tabu de muitos jovens que são bissexuais e tinham medo de se assumir, e, como artista, ela é maravilhosa", opina. Ávido por um pedacinho de Ana Carolina, seja por foto ou autógrafo, o fã ainda planeja acompanhar a
chegada da cantora ao aeroporto. "Eu ainda não sei direito o horário, ainda tô tentando confirmar, mas, se for necessário, eu fico de plantão lá", diz cheio de disposição.

Isso é que é sorte!
Para quem é fã de carteirinha, pegar um autógrafo e tirar uma foto ao lado do ídolo já é um momento de glória. Agora imagine ser homenageada por ele. A carioca Carolina Glauco, 25 anos, estudante de Direito, teve essa sorte (ou mérito mesmo). Participou da gravação do DVD Estampado, de Ana Carolina, em 2003, no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro, em show em praça pública. Coordenadora do fã-clube Papel Fuleiro, fundado há cinco anos e que reúne cerca de 25 mil associados em todo o Brasil, ela e a coordenadora de outro clube, o Avesso, foram homenageadas pela cantora. O DVD ainda contou com gravação de depoimento e cenas do dia-a-dia da fã carioca na sua casa. "Foi meio surpesa, não esperava até porque poderiam ser outras pessoas do fã clube. E rolou né? Foi emociante", conta por telefone do Rio de janeiro à reportagem de O POVO. No dia da gravação, a fã chegou ao Largo da Carioca às sete horas da manhã e passou o dia inteiro lá, com sol a pino. Segundo ela, foi bem cansativo e não houve tempo para se aproximar e conversar com Ana Carolina, por conta da correria. Mas, é lógico, a experiência valeu a pena. "Nunca vou esquecer", diz.
À flor da pele
"É o primeiro show dela que vou assitir. Espero que ela coloque no show a música do projeto dela com seu Jorge, aquela musica É isso aí, que tá mais popularizada, as outras mais antigas como Nada pra mim, são músicas muito bonitas. Também tem uma música dela que eu gosto muito é Vox Populi, a letra dela é muito legal, do álbum Ana Carolina. O público dela é do pessoal que gosta de MPB. É um show mais selecionado. As músicas dela não são todas tão conhecidas, como o dos outros shows que vão ter por lá (Siará Hall), como O Rappa e um pagode que vai ter. Não é todo mundo que conhece o álbum todo, conhece mais Garganta, o que tem em música de novela. Mas ela tem músicas incríveis"
Ticianny Oliveira, 24, gerente dos Correios, moradora da Barra do Ceará
"Quando começou a tocar as músicas na novela, aquela Nada Pra mim, foi que eu comecei a gostar do som, e procurei saber quem era a cantora. Isso já tem uns cinco ou seis anos. Tem bastante tempo que eu acompanho a carreira dela. É a primeira vez que eu vou no show dela, todas as vezes que ela veio eu não tava na cidade, daí, dessa vez coincidiu, finalmente. Eu espero que ela cante músicas novas, que ela fez nessa parceira com o seu jorge, por que as mais antigas são mais repetidas. Espero que ela leia alguma coisa interessante, ela sempre lê nos shows uns textos, incrementa bastante o show, fica mais interessante ainda. Eu gosto demais de Sinais de fogo, muito legal, animada, espero que ela cante. Anima mais quando ela canta uma música que você gosta mais, você fica mais empolgada no show"
Karyne Rodrigues, 21, universitária Direito, moradora da Aldeota
Fonte: Herida MC

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2 de julho de 2006

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Ana Carolina em Fortaleza

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A cantora Ana Carolina faz o primeiro show nacional das férias, no próximo sábado no Siará Hall. Já no quesito festa, a dica é curtir todos os beats eletrônicos da primeira prévia do Ceará Music na FW/Eletronic, sexta, no Mucuripe. A festa traz os DJs Marky, Chris DB, Sub6 , LuiJ, Snoop & Xis, Leozinho, além da irreverente banda Montage.
 Informações: (85) 3230.1917

Fonte: Diário do Nordeste

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28 de junho de 2006

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Ana Carolina e Maitê Proença estréiam em agosto no "Saia Justa"

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A partir de agosto, o programa "Saia Justa", exibido pelo canal pago GNT, muda seu formato. Como informou a Folha Online, a atriz Maitê Proença e a cantora e compositora Ana Carolina passam a integrar o time de apresentadoras, na companhia de Mônica Waldvogel, Betty Lago e Márcia Tiburi. A dupla substitui a atriz Luana Piovani, que deixou a atração por divergências salariais.

Cantora Ana Carolina e atriz Maitê Proença foram escolhidas para substituir Luana Piovani
Cantora Ana Carolina e atriz Maitê Proença foram escolhidas para substituir Luana Piovani
A idéia de mexer no formato do programa --que desde a estréia do "Saia Justa", em abril de 2002, reunia quatro nomes-- é antiga. "Com a nova formação, agora em quinteto, teremos um novo programa a partir de agosto. Estamos muito animados com esta oxigenação e temos certeza de que o programa só sairá ganhando", diz Letícia Muhana, diretora do canal GNT. 

A atriz Luana Piovani terá sua despedida exibida no programa desta quarta (28), às 22h30. Em cada bloco o programa exibirá passagens de despedidas no cinema, como as do filme "Central do Brasil", "Peixe Grande" e "Irmão Urso". Na pauta da semana, o quarteto fala sobre "o medo de mudar", em alusão às mudanças que a atração sofrerá.

Durante o mês de julho, o GNT reapresentará uma seleção dos quatro melhores programas da última temporada do "Saia Justa" (exibidos dias 5, 12, 19 e 26, sempre às 22h30). Eles servirão para dar tempo para reformulação da atração, que deve ganhar novo cenário.

História

O "Saia Justa" estreou no GNT no dia 17 de abril de 2002. Ancorado pela jornalista Mônica Waldvogel, a primeira formação contou com as participações da cantora e compositora Rita Lee, da atriz Marisa Orth e da escritora Fernanda Young. 

Em 19 de maio de 2004, Rita Lee se despediu do programa na edição especial de número 100. Depois de um período recebendo convidados especiais diferentes a cada semana, a cantora e compositora Marina Lima juntou-se ao grupo. 

A formação permaneceu até o final da temporada 2004. Em maio de 2005, o programa estreou com Mônica Waldvogel, Betty Lago, Luana Piovani e Márcia Tiburi.


Fonte: Folha de São Paulo

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26 de junho de 2006

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"Saia Justa" usa Ana Carolina para fisgar lésbicas, dizem gays

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O canal pago GNT escolheu a cantora mineira Ana Carolina, 31, para integrar o programa "Saia Justa", com o objetivo de alavancar sua audiência atraindo telespectadoras lésbicas. A avaliação é de representantes da comunidade GLS ouvidas pela Folha Online

Em dezembro de 2005, Ana Carolina foi capa da revista "Veja", admitindo ser bissexual.

"Acredito que 90% das fãs de Ana Carolina são lésbicas", entrega a empresária Cida Araujo, 54, dona do bar-restaurante Farol Madalena, um dos points preferidos das meninas na badalada Vila Madalena (SP).

Cantora Ana Carolina nasceu em Juiz de Fora (MG) e chegou a freqüentar curso de Letras
Cantora Ana Carolina nasceu em Juiz de Fora (MG) e chegou a freqüentar curso de Letras
Para a coordenadora do Um Outro Olhar, portal de notícias direcionado ao público lésbico, Míriam Martinho, as meninas vão ficar ligadas agora no "Saia Justa" para ver as "cutucadas" que as outras participantes do programa vão dar em Ana Carolina.

"Todo mundo duvida de sua bissexualidade. Mas não importa se ela ainda é um pouquinho enrustida. O que pegou mal foi Ana Carolina se negar a apoiar a parada, de evitar fazer show em casa GLS, de afrontar a militância dizendo que não há necessidade de organização da comunidade gay", dispara Míriam.

Laura Finocchiaro comemora Ana Carolina no "Saia Justa"
Laura Finocchiaro comemora Ana Carolina no "Saia Justa"
A dona do Farol Madalena confirma que Ana Carolina se negou a realizar um show na boate The Week, em São Paulo. A empresária queria promover uma festa no final do ano passado com a artista. 

"Recebi a notícia de que Ana Carolina não se apresenta em casa GLS. Fiquei muito chateada. Não interessa se ela é gay ou não. Um artista tem de ser profissional. Hoje muitos cantores heterossexuais fazem shows em boates gays", afirma Cida.

Cida Araujo, 55, é dona do Farol Madalena, point lésbico
Cida Araujo, 55, é dona do Farol Madalena, point lésbico
Já a cantora e militante Laura Finocchiaro comemorou a assinatura do contrato de Ana Carolina com o canal GNT.

"Acho ótimo que Ana Carolina participe de um programa tão bacana como o 'Saia Justa'. Considero Mônica Waldvogel, uma jornalista/apresentadora impecável. Betty Lago e Márcia Tiburi formam uma boa 'dose dupla'. Portanto, tenho certeza que a participação desta cantora, assumidamente bissexual, será muito bem-vinda e ampliará o mosaico formado por todas estas artistas de primeira", diz.

Na opinião de Laura, a participação de Ana Carolina revela o "compromisso do programa e do canal GNT com o novo, com a diversidade, com a quebra de qualquer espécie de preconceitos".

Revista estampou Ana Carolina na capa
Revista estampou Ana Carolina na capa
Além de Ana Carolina, o programa vai ter, a partir de agosto, a participação da atriz e escritora Maitê Proença. As duas foram escolhidas após a saída da atriz Luana Piovani.

"Estamos muito animados com esta oxigenação no 'Saia Justa' e temos certeza de que o programa só sairá ganhando", diz Letícia Muhana, diretora do GNT, para quem o "espaço para a irreverência e a polêmica ficará ainda maior".

Em comunidades virtuais, a notícia publicada pela Folha Online foi postada em fóruns. Fãs questionaram sobre os riscos da exposição de Ana Carolina no "Saia Justa", uma vez que a cantora "já tem o seu lugar na história fonográfica brasileira", "não precisa entrar em outras áreas para estar na mídia", "não precisa provar nada a ninguém". Apesar das dúvidas, alguns participantes dessas comunidades disseram que torcem pelo sucesso da cantora no programa, apesar de Ana Carolina ser "tímida" e "reservada" com suas questões pessoais.

A reportagem da Folha Online procurou a assessoria da cantora Ana Carolina para ouvir a artista sobre sua futura participação no "Saia Justa" e a repercussão do anúncio do GNT. A assessora da artista informou que só poderá falar com a reportagem após terminar uma reunião.


Fonte: Folha de São Paulo

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23 de junho de 2006

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GNT chama Ana Carolina e Maitê Proença para sofá do "Saia Justa"

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Cantora Ana Carolina e atriz Maitê Proença foram escolhidas para substituir Luana Piovani
Cantora Ana Carolina e atriz Maitê Proença 
A GNT pretende bater o martelo na próxima segunda-feira para definir o novo formato de seu programa de maior audiência, o "Saia Justa". O canal pago confirmou nesta sexta-feira (23) que convidou a atriz Maitê Proença e a cantora Ana Carolina para entrarem na equipe, que pode se tornar um quinteto.

Segundo a assessoria da GNT, tanto Maitê Proença quanto Ana Carolina estão "na boca do gol" para entrar na atração.

Piovani fica no programa até a próxima semana. Ela decidiu deixar o "Saia Justa" porque o canal recusou seu pedido de aumento salarial.

Em uma pesquisa informal realizada pela Folha Online, a atriz Malu Mader foi a preferida dos internautas para substituir Luana Piovani no com 39% dos votos. Em segundo lugar, ficou Maitê Proença com 24%. 

Os nomes da pesquisa foram citados pelas atuais "saias" Betty Lago e Márcia Tiburi. Também faz parte da atração a jornalista Mônica Waldvogel.

A partir de julho, a GNT exibe os melhores momentos do programa. Os quatro programas retrospectivos (exibidos dias 5, 12, 19 e 26, sempre às 22h30) servirão também para a reformulação do "Saia Justa".


Fonte: Folha de São Paulo

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17 de maio de 2006

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Ana Carolina é a grande vencedora do Prêmio Multishow 2006

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Com o Teatro Municipal do Rio superlotado e atraindo uma multidão nos arredores para aplaudir seus ídolos, o Prêmio Multishow 2006 apontou a cantora e compositora Ana Carolina como a grande vencedora. Ela abocanhou os troféus de melhor cantora e melhor CD (Ana Carolina e Seu Jorge), no evento realizado na terça-feira, 16.

Ana Carolina agradeceu pelo troféu de melhor cantora, citando grandes nomes de quem admite ter influências, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa e Nana Caymmi, entre outros. E destacou aquele como o mais importante encontro do cenário musical brasileiro.

“Brigado gente! Jurei que não ia ganhar, mas estou aqui levantando o troféu. Sorte do Brasil, que tem essa diversidade musical, que só faz bem ao país. O grande barato desse prêmio é fazer a gente se encontrar sem vaidade e mostrar que a música é sempre maior”.

Quanto ao melhor CD, Ana Carolina, além de explicar a ausência de seu parceiro, Seu Jorge, que estava nos Estados Unidos, lembrou que os dois se conheceram nos bastidores de uma edição do Prêmio Multishow.


“A gente nem se cumprimentou e começou a cantar uma música. Depois fizemos juntos o Projeto Encontro e daí nasceu a idéia do CD Ana Carolina e Seu Jorge”.

Fernanda Torres animou a platéia com suas brincadeiras, principalmente durante os
intervalos, ressaltando, por exemplo, que os supersticiosos queriam que se pulasse da 12ª para a 14ª edição, mas que ela tinha certeza de que o teatro estava cheio de ‘Zagalos’ que têm o número 13 como o da sorte.

Fernanda Lima e Flávia Alessandra tiveram de fazer improvisações até que as atrações que iriam apresentar – Marcelo D2 e Jota Quest, respectivamente – se posicionassem no palco.

E o evento ainda contou com um inusitado encontro logo na abertura. Foi o show que reuniu Caetano Veloso, Zeca Pagodinho, Toni Garrido, Negra Li, Gabriel Pensador e Baudauí, vocalista do CPM 22, cantando um versão heavy metal de Tropicália. Outros grandes encontros se seguiram como o de Jair Rodrigues e o funkeiro Fernandinho Beat Box; Altamiro Carrilho e o roqueiro Andreas Kisser, do Sepultura, sem contar que Marcelo D2 cantou Meu Samba é Assim, vestido de piloto da Varig, enquanto sua banda se vestia de comissários de bordo. E, claro, o show de Vanessa da Mata, que perdeu o troféu de melhor cantora, mas faturou o de melhor música por Ai, Ai, Ai.

Quanto às duplas de apresentadores dos vencedores nas diversas categorias, a produção caprichou. MC Leozinho e Susana Vieira; Juliana Paes e Martinho da Vila, além de Maria Paula e Bussunda, que transformaram o momento numa verdadeira sessão Casseta e Planeta.

Festa no MAM

Na festa realizada no Museu de Arte Moderna (MAM), Susana Vieira explicou o motivo de estar tão comportada no papel de apresentadora, ao lado de um funkeiro.
“Não estava vestida adequadamente. Para dançar funk o legal é usar calça jeans ou minissaia”, observa a atriz, que usou um modelito estilo surfista, escolha de seu noivo, Marcelo Silva, que a levou na loja Redley (adorada por surfistas e funkeiros) no sofisticado Shopping da Gávea, zona sul carioca.

Concorrente junto com sua banda Capital Inicial a cinco troféus, Dinho Ouro Preto foi eleito o melhor cantor. Ao chegar no Municipal, contou o motivo e não ter grandes expectativas para a noite.

“Teve um ano que estávamos concorrendo exatamente a cinco prêmios e saímos daqui de mãos abanando. No dia seguinte fomos manchete: “Os Grandes Perdedores do Prêmio Multishow’. Se essa noite estivermos abençoados, quem sabe levamos alguma coisa.

A premiação durou duas horas (das 22h à meia-noite) e fez uma homenagem especial a Zeca Pagodinho, que reuniu vários bambas do samba no palco da mais tradicional casa de espetáculos do Rio: Arlindo Cruz, Teresa Cristina, Almir Guineto e Dudu Nobre, entre outros.

A platéia estava recheada de famosos, como o casal Danielle Winits e Cássio Reis, Carolina Dieckmann, Heloísa Périssé, Luís Miranda, Ângelo Antônio e o mais novo casal da praça: Nívea Stelmann e Marcos Paulo. Outros famosos só deram as caras na festa realizada no MAM – Selton Mello, Rafaela Mandelli, Maria Padilha e Latino – e que varou a madrugada de quarta-feira. A festa teve seu auge, por volta das 3h, quando o MC Leozinho subiu no palco e entoou funks que se tornaram hits no país inteiro. Susana Vieira, claro, nesse momento, esqueceu-se de que não estava trajada adequadamente e rebolou como uma típica funkeira de comunidade tanto no palco quanto na platéia, quando foi acompanhada do noivo Marcelo Silva.

Confira a lista de premiados:


Cantora: Ana Carolina
CD: Ana Carolina & Seu Jorge
Grupo: J.Quest 
Revelação: Marjorie Estiano
Clipe: Memórias (Pitty)
Instrumentista: Rodrigo Amarante (Hermanos)
DVD: O Rappa Acústico
Show: Ivete Sangalo
Música: Ai Ai Ai, com Vanessa da Mata 
Cantor: Dinho Ouro Preto
Homenagem especial: Zeca Pagodinho

Fonte: O Fuxico

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29 de abril de 2006

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Brasileira Ana Carolina canta hoje no Casino de Lisboa

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Podem até não saber o seu nome mas os espectadores das novelas brasileiras reconhecem-lhe a voz grave e sabem de cor os temas românticos que acompanham as suas personagens favoritas. Garganta, Nada para Mim, Encostar na Tua, Uma Louca, Nua, são mais de uma dezena os "temas globais" de Ana Carolina. Ela garante que integrar a banda sonora de uma novela não é sinónimo de sucesso mas não despreza o seu poder: "são 50 ou 60 milhões de pessoas ouvindo uma música ao mesmo tempo, é algo que não se consegue em rádio nenhuma".
No concerto desta noite, no Auditório dos Oceanos, no Casino de Lisboa, vão estar apenas 600 pessoas. "Estou um pouco apreensiva, acho que me vou sentir meio nua em palco", revela a brasileira de 31 anos.

Em Portugal, onde se apresenta pela quarta vez, está "ainda começando", no Brasil é um fenómeno. Para aquela jovem que começou a tocar em bares aos 18 anos, o sucesso chegou subitamente com o lançamento do primeiro disco, Ana Carolina, em 1999, que foi disco de ouro e nomeação para o Grammy Latino como melhor álbum pop. "Não estava à espera. De repente era reconhecida na rua, tinha pessoas me abordando." Seguiu-se Ana Rita Joana Iracema (2001) e Estampado (2003), num percurso onde Ana Carolina se foi assumindo cada vez mais como compositora- assina 13 dos 15 temas de Estampado - e construindo o seu universo. A cantora e multinstrunsmentista, que em Dezembro foi capa da Veja dizendo "Sou bi e daí?", já deixou de se preocupar com as comparações com Cássia Eller ou Zélia Duncan, e foi a responsável pelo disco mais vendido no Brasil no ano passado: a colectânea Perfil . E Ana & Jorge, disco e DVD gravados em Agosto num concerto acústico com Seu Jorge, na sala carioca Tom Brasil, já vendeu mais de cem mil cópias. Será lançado ainda este mês em Portugal pela Sony BMG - esta noite, Ana dará um cheirinho cantando É Isso Aí.

Um dia,no Rio de Janeiro, foi assaltada. "Levei um tiro no vidro do carro, estamos em guerra mesmo", comenta. A partir daí, passou a dar mais valor à "vida que é tão curta" e decidiu fazer tudo o que sempre tinha querido. Como por exemplo, desafiar o tropicalista sexagenário Tom Zé para um dueto. "Olá, daqui é Ana Carolina, sou uma cantora mineira e adoro o seu trabalho...", escreveu no mail que enviou a Tom Zé. O músico, conhecido pelo seu bom humor, respondeu na mesma moeda e pouco depois encontraram-se para gravar Brasil Corrupção (Unimultiplicidade). "A música foi feita antes do escândalo do mensalão, foi assim como uma premonição."

Quando foi desafiada pelo amigo Seu Jorge para o tal concerto, Ana Carolina não só decidiu cantar o tema como pediu a outra amiga, a escritora Elisa Lucinda, umas palavrinhas para "dizer antes". Elisa ofereceu-lhe o inédito Só de Sacanagem, texto belíssimo que propõe uma resposta honesta à sacanagem de um país inteiro. A voz grave de Ana Carolina exalta-se quando diz: "Minha esperança é imortal/ Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!"

"'Tá na cara que o Lula sabe de tudo e foi o principal mandante, tenho a certeza absoluta. Nas próximas eleições vou votar no Itamar", explica, com uma pontinha de desilusão. Como figura pública, Ana Carolina sabe que as suas palavras podem fazer a diferença. "Quando era jovem e ouvia o Caetano falar de algumas coisas, quer fosse um tema musical ou político, eu ficava com vontade de pesquisar, de perceber. Pode ser que eu consiga que pelo menos uma garota pare para pensar. Isso é importante."

Fonte: Diário de Notícias

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7 de abril de 2006

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Ana Carolina na festa de inauguração da casa de Alcione

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A cantora Alcione fez uma festa na última quarta-feira, dia 5, para inaugurar sua nova casa, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O rega-bofe foi bem movimentado, e contou com a presença de artistas de todas as áreas, como samba, teatro e MPB.

Miguel Falabella, Renata Sorrah e Maria Bethânia eram alguns dos mais animados. Depois de se deliciar com algumas guloseimas, o trio, ainda na mesa, bateu um longo papo e juntos deram boas gargalhadas.

Taís Araújo, Zeca Pagodinho, Lega Nagle, Antônio Pitanga e Sandra de Sá também passaram pelo local. O ponto alto da festa, no entanto, foi a performance feita pela cantora Ana Carolina, em parceria com a poetisa Elisa Lucinda. As duas encerraram a noite recitando poesias.

Lenine, Jorge Aragão, Lúcia Veríssimo e Elba Ramalho também estiveram por lá.
Fonte: O Fuxico

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“Eu respeito muito a música e ela me dá isso de volta...”- Ana Carolina