25 de dezembro de 2006

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‘‘Tenho uma namorada há cinco anos’’

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Um dos nomes de maior sucesso da MPB, a cantora e compositora lança novo disco e, um ano depois de se assumir bissexual, diz que adora ser mulher

Ana Carolina entre nomes de letras de músicas próprias: “A diabete ajudou a moldar minha personalidade, a ser uma pessoa organizada, disciplinada”

Ana Carolina divide as músicas do álbum duplo Dois Quartos, lançado este mês, em canções de amor e de “não-amor”. As de “não-amor” abordam temas como política, o sistema carcerário e a loucura. Mas é no repertório sobre o amor que a cantora e compositora de 32 anos decidiu mostrar sua face mais ousada. Um ano depois de ter assumido sua bissexualidade, ela recheou o quarto disco solo de sua carreira com músicas como “Eu comi a Madona” – assim mesmo, com apenas um “n” – e “Cantinho”, na qual um narrador masculino canta versos picantes. A licença para ousar é um privilégio conquistado por uma das cantoras de maior sucesso do Brasil. O disco Perfil – Ana Carolina foi o mais vendido do País em 2005, com mais de 650 mil cópias – no mesmo período, também emplacou 276 mil cópias do CD e 108 mil do DVD Ana e Jorge, em dueto com Seu Jorge. Com o lançamento de Dois Quartos, Ana terá que deixar o Saia Justa, do canal GNT, em janeiro, após seis meses no programa.

Dois Quartos tem músicas como “Eu Comi a Madona” e “Cantinho”, escrita com uma visão masculina. Resolveu escrevê-las após ter assumido sua bissexualidade?

“Cantinho” e “Eu Comi a Madona” foram escritas agora. “Eu Comi a Madona” é uma vontade, como se eu fosse um homem contando uma transa. É uma coisa mais reta, sem poesia, que é como encaro os homens. Meus melhores amigos são homens, gosto dessa retidão deles. Senti que podia usar a minha virilidade para contar uma transa com uma mulher. “Cantinho” também é uma visão masculina. A sexualidade é tão travada no Brasil! Quando você abre uma vírgula para qualquer questão sexual, todo mundo fala. “Madona” e “Cantinho” estarão no show. Vão ter que tapar os ouvidos, se não quiserem ouvir.

Gravá-las nesse disco foi uma forma de auto-afirmação?

Fiz essas canções inconscientemente. Foi uma tentativa de entender o universo masculino sob a ótica de uma mulher. Por mais que eu diga que goste de homens e mulheres, sou mulher. Adoro ser mulher e não trocaria isso. Mas a sensação de ser o cara é instigante.

Madonna é um sonho de consumo?

Eu poderia dar uma comidinha, sim. Mas não é meu sonho
de consumo.
E quem é?

Ninguém, mas eu me comeria muito. Eu me causo muito tesão.
O meu homem me comeria muito.

Está namorando?

Tenho uma namorada há cinco anos. Não quero falar quem é e prefiro não dizer o que ela faz. Mas é ótimo manter um relacionamento por tanto tempo.

Pensa em ter filhos?

Tenho muita vontade de ter, mas não por inseminação artificial. Gostaria de gerar mesmo, transar com um cara. Tenho 32 anos, adoraria ter antes dos 40.

Muitos homossexuais reclamam por você não levantar bandeiras, como apoiar a Parada Gay. O que acha disso?


Uma coisa que acho bacana é institucionalizar o casamento entre iguais. Quando o parceiro morre, tudo o que os dois conseguiram fica com a família e isso eu acho terrível, horripilante. Se precisarem de mim para ajudar a regulamentar o casamento, estou à disposição. Só não acho que, quando o homossexualismo for aceito, a gente tenha que torná-lo obrigatório. Porque os homossexuais falam assim: “Você tem que ser (gay), é bom. Você é incubado, é enrustido”. Não gosto desse preconceito dos gays contra os heterossexuais. Todos têm que ter direitos: os heterossexuais, os homossexuais, os transexuais, pansexuais. O cara que quer transar com uma boneca tem o direito dele, assim como a mulher que casa com um vibrador, com cachorro. A sexualidade precisa ser livre.
‘‘Tenho muita vontade de ter (um filho), mas não por inseminação. Gostaria de gerar mesmo, transar com um cara. Tenho 32 anos, adoraria ter antes dos 40"

Mudou alguma coisa depois que assumiu sua bissexualidade?

Não. Quem está do meu lado há muito tempo, sabia o que eu pensava. Mas várias pessoas passaram a conhecer o que eu pensava e isso foi importante. Penso em alguém que goste da minha música e que pense assim: “Adoro a música dela, mas ela transa com homens e mulheres. Ah, mas não vou parar de gostar dela por causa disso!”. Você faz a pessoa pensar e talvez aceitar um gay, um bissexual na família.

Outras cantoras na MPB são homossexuais ou bissexuais, mas não assumem. Acha que pode ajudá-las a quebrar a barreira?

Poderia ser bom, se abrisse. Se você perguntar a qualquer cantora dessas aí, elas vão dizer: “Não quero falar sobre minha vida pessoal”. Mas querem falar da vida pessoal nas letras! Não julgo ninguém. Quem não quer falar, tudo bem. É um direito de cada um. Eu só não estou nem aí para isso.

Prefere se relacionar com homens ou mulheres?

Atualmente, me relaciono com uma mulher. Mas já gostei muito de me relacionar com homens, especialmente na cama. Já gostei das transas com homens, é o que mais me chama atenção.


Como está sendo participar do Saia Justa?

Divertido. Saio do universo musical, que me consome bastante. Componho todos os dias, me encontro com produtores, faço shows e o programa me tira desse universo. Discuto sobre guerra, comportamento, pesquiso outras coisas. Eu me descubro muito. Talvez possa voltar em outra oportunidade, quando tiver um novo hiato na minha carreira.


A Maitê Proença disse à Gente que todas vocês precisavam se gostar mais para relaxarem no programa. Concorda?

Talvez ela precisasse gostar mais da gente para estar ali. Tive uma empatia rápida com a Betty (Lago) e, em seguida, com a Márcia (Tiburi), a Mônica (Waldvogel) e a Maitê. Eu e a Maitê saímos do Rio geralmente no mesmo vôo, já vamos dando risada no avião. A Betty chega um pouco depois, porque tem o cabelo mais curto, não precisa de tanto tempo de preparação. A Mônica é a pessoa mais relaxada do mundo, pode cair uma bomba do lado dela que ela está tranqüila.
E a Márcia acrescenta: está sempre buscando um novo porquê, um livro que ela leu. É aquele olhar de filósofa, muito bacana. Já estou com saudade delas.


Você tem fama de ser muito exigente nos bastidores. É verdade?

Sou exigente em tudo que faço. No Saia Justa, não preciso ser, porque a equipe é muito boa. Mas sou exigente com as pessoas que trabalham comigo. Sou impaciente com quem não tem talento para o que se propõe a fazer. E tenho uma enorme paciência com gente que é estrela, é antipática, mas tem talento. Se tiver, passo por cima de tudo, agüento estrelismo. Prefiro maquiador estrela que faz uma pintura no seu rosto do que maquiador bonzinho que trabalha mais ou menos.


Você e o Seu Jorge brigaram após o lançamento do álbum Ana
e Jorge
, no ano passado?


Mentira. Ele me ligou um dia desses e falou: “Estão dizendo que a gente tem um caso, vamos confirmar?”. Eu disse: “Vamos!”. Então quero dizer para você que a gente está tendo um caso. Isso (a notícia de que teriam brigado) surgiu a partir de uma nota maldosa, como há pouco tempo saiu que havia uma pessoa da minha família hospitalizada. Internet é terra de ninguém.


Continua fazendo psicanálise de costas para o analista?

Agora estou encarando mais (o analista). Quando você faz terapia, está falando com você mesmo. Tem que se ouvir e precisa ter um interlocutor que agüente isso, que é o terapeuta. Ele pontua de vez em quando, mas na verdade é você que está se ouvindo. E isso pode ser feito de frente, de costas, de lado. Faço psicanálise há dez anos, foi importante para eu me conhecer. Faço uma vez por semana e, quando estou em turnê, faço por telefone.


Você é diabética. Como controla a doença em meio à rotina desregrada da carreira?

Sou diabética desde os 16 anos e sempre fui responsável em relação a isso. A diabete ajudou a moldar minha personalidade, a ser uma pessoa organizada, disciplinada. Era um momento de transição de adolescente para adulta. Logo eu iria fazer 18 e começar a votar. Hoje, faço exercícios regularmente, tomo insulina e tenho um aparelho de medição de glicose. Quando estreei no Saia Justa, dei quadros pintados com as fitinhas (fitas nas quais o paciente deposita o sangue e que, inseridas no aparelho, indicam o nível de glicose) para as meninas. Costumo fazer essa colagem com as fitas. É uma maneira de reaproveitá-las e também de brincar com isso. Acabo me divertindo.


Fonte: IstoÉ Gente

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22 de dezembro de 2006

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No quarto de Ana Carolina

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“Dois quartos”, novo e quarto álbum de Ana Carolina acaba de ser lançado pela Sony & BMG. O lançamento é duplo e traz duas faces da cantora. De um lado, a cantora apresenta “Quarto”, com canções mais voltadas para o pop. “Quartinho”, o segundo CD, é quase um lado B. Ana Carolina ousa, experimentando novos sons e novas idéias. Uma das canções que compõe “Dois quartos” é a já conhecida dos fãs, “Rosas”, composta por Antônio Villeroy.

Com 23 canções ao todo, “Dois quartos” é produto de uma fase inspirada e criativa que a própria Ana Carolina define: “Sou uma compositora compulsiva e gosto muito disso”. Confira o repertório de “Dois quartos”:

CD 1 - Quarto
01. Nada Te Faltará
02. Tolerância
03. Ruas de Outono
04. Aqui
05. Rosas
06. Um Edifício no Meio do Mundo
07. Vai
08. O Cristo de Madeira
09. Eu Comi a Madona
10. 1.100,00 (Nega Marrenta)
11. Chevette
12. Notícias Populares

CD 2 - Quartinho

01. La Critique (Instrumental)
02. Então Vá Se Perder
03. Carvão
04. Manhã
05. Homens e Mulheres
06. Corredores
07. Sen.Ti.Mentos (Instrumental)
08. Cantinho
09. Eu Não Paro
10. Claridade
11. Milhares de Sambas
12. Eu Comi a Madona (Remix)

Fonte: Território da Música

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18 de dezembro de 2006

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MUSIQUALIDADE

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Cantora: ANA CAROLINA

CD: “DOIS QUARTOS”
Gravadora: SONY & BMG

No ano em que se consolidou como uma das maiores vendedoras de disco do Brasil (com o álbum ao vivo que lançou ao lado de Seu Jorge), a mineira Ana Carolina ainda encontra espaço para lançar um CD duplo recheado de canções inéditas, intitulado “Dois Quartos”, numa clara alusão ao fato de serem dois discos (sub-intitulados “Quarto” – o preto – e “Quartinho” – o verde) e de se tratar do quarto lançamento solo de sua carreira.

Contratada da multinacional Sony & BMG, a artista inequivocamente é bastante talentosa (além de cantar bem, compõe legal e toca violão e pandeiro com destreza), mas decerto a força de marketing que vem recebendo regularmente tem ajudado sobremaneira sua aceitação junto a um público afoito por grandes ídolos.

Várias das canções do repertório do novo trabalho são assinadas pela própria Ana Carolina em parceria com Antônio Villeroy (que até bem pouco tempo assinava-se artisticamente Totonho Villeroy), o autor do maior sucesso da cantora até hoje, a já lendária “Garganta”. É dele, inclusive, a primeira faixa a ser executada pelas rádios, a bonita “Rosas”. As letras da maioria das canções falam de experiências amorosas: desejos e desilusões, expectativas e angústias. São poucas as exceções nesse sentido (como, por exemplo: “Nada Te Faltará”, “O Cristo de Madeira” e “Notícias Populares”).

No canto, a intérprete resolveu dosar os arroubos interpretativos e mostra-se mais contida, o que é ótimo pois sua bela voz não precisa de exageros para se destacar (e isso fica claro em canções como “Tolerância”, “Ruas de Outono”, “Carvão” e “Eu Não Paro”). Há ainda dois dispensáveis temas instrumentais (“La Critique” e “Sen.ti.mentos”) e duas músicas de alto e explícito teor erótico (“Eu Comi a Madona” e “Cantinho”), o que justifica a tarja de “desaconselhável para menores de 18 anos – conteúdo adulto” impressa na contracapa do CD. Várias das canções possuem potencial para serem inseridas em trilhas sonoras de novelas (o que, decerto, acontecerá), mas a verdade é que o resultado geral do trabalho soa um pouco irregular e confuso.

Os maiores destaques ficam por conta das faixas “Vai” (de Mona Saback), “Um Edifício no Meio do Mundo” (parceria de Ana com Jorge Vercilo), “Nega Marrenta” e “Claridade” (estas duas em parceria com Aleh).

Muito embora Ana Carolina venha registrando em diversas entrevistas que, após assumir sua bissexualidade (corroborada na faixa “Homens e Mulheres”), chegou a hora de se mostrar inteira, não deixa de ser curioso que dois quartos, matematicamente falando, seja igual a um meio, o que, na verdade, é metade. Portanto, ainda não foi agora que a cantora de fato conseguiu realizar o seu intento. Mas, quem sabe, de uma próxima vez...?

Fonte: Infonet


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11 de dezembro de 2006

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Ana Carolina deixa o comando do Saia Justa, do GNT

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Depois de Luana Piovani, agora é a vez de Ana Carolina se despedir do programa Saia Justa, do canal a cabo GNT. A cantora, que estreou na atração em agosto deste ano, participará até o último programa de janeiro de 2007.

“Após seis meses conosco, a Ana vai se dedicar mais à sua carreira profissional. Ela vai levar a turnê do seu novo álbum pelo Brasil, e isso requer mais tempo. Vamos sentir saudades”, conta a assessoria do canal a O Fuxico.

Mônica Waldvogel, Betty Lago, Márcia Tiburi e Maitê Proença, continuaram no comando da atração. Agora resta saber quem será a substituta da cantora Ana Carolina.

“Já estamos pesquisando alguns nomes. A qualquer momento podemos saber quem entrará em seu lugar, uma das opções é a jornalista Soninha (ex-MTV)”, acrescenta a assessora, que não soube informar quais as outras possíveis candidatas ao cargo.


Fonte: O Fuxico

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Ana Carolina deve deixar o programa Saia Justa

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Dizem as más línguas que a cantora Ana Carolina vai deixar o programa Saia Justa, exibido pelo canal GNT. A justificativa é que a bissexual Ana Carolina quer se dedicar de corpo e alma à sua nova turnê. Não há ainda um nome certo para substituir Ana, mas andam cotando a quase-deputada federal e ex-VJ da MTV Soninha. O Saia Justa tentava angariar fãs da comunidade GLBT com a contratação da cantora mineira, mas pelo visto não deu muito certo.




Fonte: A Capa

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“Eu respeito muito a música e ela me dá isso de volta...”- Ana Carolina