9 de janeiro de 2007

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Ana Carolina: Amor e sexo em CD duplo de inéditas

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No CD duplo Dois Quartos, 
Ana Carolina expõe sua 
sexualidade como nunca fizera antes


Ana Carolina é corajosa. Numa época em que as gravadoras evitam coletâneas ou discos ao vivo duplos, para não encarecer o produto – e, dessa forma, favorecer a pirataria – a cantora mineira lança o álbum Dois Quartos (Sony-BMG), CD duplo gravado em estúdio, contendo apenas material inédito.

A ousadia de Ana Carolina é maior que a de Maria Bethânia, que também está lançando dois CDs simultaneamente. Mas os discos da irmã de Caetano, Mar de Sophia e Pirata, são vendidos separadamente, o que facilita a vida do comprador, e pertencem a uma gravadora brasileira, Biscoito Fino, teoricamente menos preocupada com o retorno financeiro do que a multinacional à qual Ana Carolina está vinculada. Em lojas virtuais, Dois Quartos ultrapassa o valor de R$ 40, preço alto para a realidade brasileira.

Essa audácia de Ana Carolina encontra respaldo nos números. De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), a cantora liderou o ranking de CDs vendidos em 2005, com a coletânea Perfil (Sony-BMG / Globo). Somando o projeto com Seu Jorge, Ana & Jorge – 11º DVD mais vendido no país em 2005, segundo a ABPD – Ana Carolina foi a única artista nacional a contabilizar mais de 1 milhão de cópias comercializadas no ano passado.

Lançar dois discos de uma vez também foi uma forma de Ana Carolina “se redimir” com seu público fiel, pois já se passaram três anos desde o último CD,Estampado.

Mas nem uma nem outra razão justificam tamanha quantidade de músicas. São 24 faixas, somando os dois “lados”, o que torna o álbum cansativo. Ana Carolina poderia, facilmente, ter condensado o repertório, concentrando-o em apenas um ótimo disco.
Dois quartos semelhantes
Como referência ao fato de ser um álbum duplo, Ana Carolina o dividiu em dois CDs teoricamente diferentes. O primeiro, intitulado “Quarto”, seria mais comercial, radiofônico, com o tipo de música a que o grande público está acostumado. O CD 2, “Quartinho”, seria um espaço para experimentações, músicas que não encontrariam espaço no dial e estariam reservadas ao fã mais fiel.

Mas essas supostas diferenças caem totalmente na prática. Ambos os CDs têm seus pontos altos, com músicas boas e potencial para fazer sucesso nas rádios, e momentos menos inspirados, até mesmo desnecessários.

É no CD 1, o “Quarto”, que está a primeira faixa de trabalho, Rosas, com arranjo pop-rock feito por Ana Carolina e Marcelo Sussekind e letra tola de Totonho Villeroy, que pode ser lida sob a ótica homossexual.

O assunto sexo, aliás, nunca foi tão explorado por Ana Carolina. Nas músicas Eu Comi a Madona e 1.100,00 (Nega Marrenta), do CD 1, e Homens e Mulheres, do CD 2, ela expõe sua sexualidade de forma aberta, sem rodeios. A lasciva Eu Comi a Madona ganhou uma versão remix no CD 2, lembrando o álbum Estampado, que trazia o bate-estaca Beat da Beata.

Apesar de tantas surpresas, a maior novidade de Dois Quartos está na voz de Ana Carolina, menos berrada que em CDs anteriores. Por isso mesmo, os melhores momentos do disco estão nas baladas românticas, algumas muito inspiradas.

No CD 1, os destaques vão para Um Edifício no Meio do Mundo, boa parceria de Ana Carolina com Jorge Vercilo, e Aqui, feita com o tradicional parceiro Totonho Villeroy. No CD 2, que abre espaço para arranjos de cordas grandiosos, as canções ficam ainda mais belas.

Doze violinistas participam da faixa Então Vá Se Perder. Já em Corredores é a letra de Ana Carolina, profunda e existencialista, que rouba a cena. Belas e ao mesmo tempo com alto potencial radiofônico, as músicas Carvão e Eu Não Paro são a maior prova de que os dois CDs não são tão diferentes assim.

No “Quartinho” de Ana Carolina há espaço para as instrumentais La Critique eSen.ti.mentos. A primeira conta com vocalizações feitas pelo africano Lokua Kanza e depoimentos de pessoas internadas em manicômios. No encarte do disco, ela define a música como “um exercício sobre as diferenças”. Esse também é o tema, com outro enfoque, de Tolerância, gravada no CD 1.

Ainda no “Quarto”, Ana Carolina extravasa sua veia crítica e ataca, com versos fortes, os erros e vícios da sociedade contemporânea, nas faixas Nada Te Faltará,O Cristo de Madeira e Notícias Populares.

Mas é cantando o amor que Ana Carolina se sai melhor. Se as várias baladas românticas de seus dois quartos estivessem reunidas em apenas um, seria mais fácil encontrá-las e custaria menos apreciar cada uma delas.


Fonte: Rádio Criciuma

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7 de janeiro de 2007

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Gal Costa grava música de Ana Carolina

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A cantora Gal Costa Depois de Maria Bethânia, Gal Costa é a nova intérprete de Ana Carolina. A cantora gravou a balada Ruas de Outono para a trilha da novela Paraíso Tropical, que estréia em março no lugar de Páginas da Vida.

Foi a pedido do novelista Gilberto Braga, fã de Gal. O que chama atenção é que, na medida em que perde o prestígio da crítica, e seu CD duplo Dois Quartos foi recebido com frieza, Ana Carolina ganha a adesão de vozes importantes para defender suas baladas confessionais.

Se a gravação de Ruas de Outono fizer sucesso na voz de Gal, é capaz de redirecionar a cantora novamente para um estilo de música mais popular que ela havia abandonado em seu CD Hoje.

Fonte: O Dia

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4 de janeiro de 2007

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Trilhando o próprio Caminho

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Indicado ao Grammy Latino 2005 de melhor canção da Língua Portuguesa com a música “São Sebastião”, Antonio Villeroy, é um dos mais requisitados compositores da nova geração da música brasileira.

Trata-se de um compositor gaúcho - que anteriormente assinava como Totonho Villeroy - gravado por nomes como Maria Bethania e Ivan Lins, entre outros. Villeroy, aliás, é autor de vários sucessos de Ana Carolina, como "Garganta", "Una Loca Tempestad" (essa foi registrada pela cantora mineira em bom português) e a tocante "Pra Rua me Levar", todas presentes no repertório - essa última, aliás, em arranjo de cordas de rara beleza. Ana, por sinal, participa do disco (em "Da Laia Do Lama" e "Que se Danem os Nós"), gravado em companhia da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, em Porto Alegre.

O grande João Donato é o convidado na já clássica "A Paz" (parceria deste com o Ministro Gil, célebre na voz de Zizi Possi) e em "Música no Gravador". A cantora Daniela Procópio participa de "Siamo Così".

Villeroy está longe de ser um magnífico intérprete - possui uma voz pequena e algo... feminina. Mas é, inegavelmente, um bom autor e teve a inteligência de conceder uma formatação solene, elegante ao trabalho que, por reunir alguns de seus êxitos, pode significar um passo de suma importância em sua carreira.

Fonte: Pão e Poesia

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“Eu respeito muito a música e ela me dá isso de volta...”- Ana Carolina