6 de maio de 2012

Ana Carolina se apresentou com suas telas no Chevrolet Hall em BH

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Show não mudou muito desde que passou pelo Palácio das Artes, em março de 2011


Os belo-horizontinos já tiveram oportunidade de conferir o show “Ensaio de Cores”, de Ana Carolina. Mas com o CD e o vinil nas lojas desde dezembro e o DVD e o blu-ray “ao vivo” chegando às lojas nos próximos dias, a turnê que chega nesta sexta-feira (4) ao Chevrolet Hall ganha fôlego.

“Gosto quando as coisas acontecem de forma despretensiosa. O ‘Ensaio de Cores’ foi assim, o público reagiu de forma muito calorosa e os pedidos para apresentar o show em todo o Brasil foram crescentes. Como é um show que considero especial, musical e visualmente, achei que devia registrar”, diz.

A cantora e compositora de Juiz de Fora antecipa que o roteiro não mudou muito desde que passou pelo Grande Teatro do Palácio das Artes em março do ano passado, mas amadureceu e ganhou novas músicas como “Problemas” (dela com Chiara Civello e Dudu Falcão, que acabou entrando na trilha da novela “Fina Estampa”), “Você Não Sabe” (parceria com Totonho Villeroy) e “Simplesmente Aconteceu” (com Chiara Civello). “E novas telas também!”, ressalta.

Para quem não sabe, “Ensaio de Cores” nasceu como um projeto especial. Seriam apenas quatro shows intimistas (dois no Rio de Janeiro e dois em São Paulo) com repertório temático, mesclando músicas autorais e releituras, apresentando outro lado artístico da cantora: o de pintora. As telas que ela começou a pintar em meados de 2002, pouco antes do lançamento de “Estampado”, são projetadas em telões servindo de cenário e vendidas nos shows, com parte da renda destinada à ADJ, associação ligada à educação e prevenção à diabetes – Ana Carolina é diabética desde os 16 anos.

Deu tão certo que o show caiu na estrada e acabou sendo gravado, em setembro de 2011, no Citibank Hall (RJ). O repertório brinca com as cores, trazendo músicas como “Rai da Cores” (Caetano Veloso), “Azul” (Djavan) e a autoral “As Telas e Elas”, composta especialmente para o projeto. Há espaço também para sucessos da carreira, como “Cabide”, “Quem de Nós Dois” e “Garganta”, e para um divertido pot-pourri com “Feriado”, de Chico César, “O Amor é um Rock”, de Tom Zé, e “Entre Tapas e Beijos”, sucesso dos sertanejos Leandro & Leonardo.

Ana Carolina (voz, guitarra, violão, pandeiros e baixo) divide o palco apenas com mulheres: Délia Fischer no piano, Gretel Paganini no violoncelo, Lanlan na bateria e percussão.

Esse outro lado artístico de Ana Carolina foi bem aceito e ela chegou a fazer uma exposição individual em dezembro, na Galeria Romero Britto, no Jardins (SP). “A pintura está entranhada no meu trabalho e tem evoluído muito. Tinha receio de apresentá-la ao público das artes, mas tive o apoio de vários artistas e galeristas. Me senti uma iniciante. E isso é ótimo!”, diz, acrescentando que não abre mão de levar de 15 a 20 telas para cada show. “Sou bastante apegada a elas, mas estão à venda sim. Os preços variam muito”.

Ana Carolina não revela quando volta ao estúdio, mas diz que vem compondo bastante. “Tenho muitas parcerias com Edu Krieger; Maria Gadú acabou de gravar uma parceria nossa com Chiara Civello chamada ‘Reis’; e fiz uma com o grande Guinga chamada ‘Leveza de Valsa’ para o filme ‘Meu País’. Já estão registradas, inclusive. Vamos ver o que vem por aí”.

“Eu respeito muito a música e ela me dá isso de volta...”- Ana Carolina